Folha de São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2010
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br
Açúcar Guarani volta às compras e movimenta o setor sucroenergético
A reestruturação do setor de produção de álcool e de açúcar continua. O grupo Guarani anunciou ontem que adquiriu a usina Mandú, que tem potencial de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Próxima à área de outras usinas da Guarani, a Mandú traz sinergia ao grupo, que pagou R$ 345 milhões pela empresa, localizada no noroeste de São Paulo.
A expansão da Guarani já era esperada, e deve continuar, uma vez que o grupo acabou de receber forte injeção de capital da Petrobras Biocombustível.
A empresa de petróleo passou a ter 49% de participação na Guarani, conforme parceria de R$ 2,2 bilhões celebrada entre a Tereos Internacional e a Petrobras.
Outra gigante do setor, a Cosan, anunciou na semana passada que também pode voltar às compras. Já a indiana Renuka ainda espera um acerto com a Equipav.
CANA
Produtor de álcool tem custo maior em maio
O valor médio da tonelada de cana foi de R$ 46,90 no mês passado para as usinas, conforme dados do Consecana. Um dos componentes que empurraram para cima essa média foram os bons resultados das exportações de açúcar branco. Com base em contratos antigos, ainda com preços elevados, o açúcar gerou receitas de R$ 60,70 por tonelada de cana. O problema fica para as usinas que só produzem álcool, que pagam R$ 46,90 por tonelada de cana e foram remuneradas em R$ 33,80 pela venda do álcool hidratado.
Trigo O plantio de trigo avança e atinge 85% no Paraná. Apesar dos preços atuais pouco remuneradores, os produtores acreditam na boa rentabilidade do produto e que o governo cumpra os preços mínimos. A área semeada deve ficar entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de hectares, diz o analista José Pitoli.
Geada O frio aumentou e informações de possível geada nos próximos dias no Paraná preocupam os produtores de milho do oeste do Estado.
Imprecisão A leitura atual do mercado de soja é de "imprecisão" para o final de ano. Os fatores fundamentais de oferta e demanda permanecerão associados ao mercado financeiro. A avaliação é de Anderson Galvão, da consultoria Céleres.
Câmbio É importante para o produtor ficar atento às variáveis que formam os preços da soja, entre elas o câmbio, diz Galvão. Isso porque haverá estoques maiores do produto após safras recordes no Brasil e na Argentina e continuidade de boa produção nos EUA.
VENDA AOS EUA
Suspensão preocupa o setor de carne "in natura"
A suspensão de exportações de carne industrializada para os Estados Unidos pode retardar a aceitação da carne brasileira "in natura" naquele país. A preocupação é de Pedro Camargo Neto, pecuarista e presidente da Abipecs (setor de suínos). O problema deve vir mais de produtores e indústrias do que do governo, que já verificou a sanidade do produto brasileiro, diz ele. Para Camargo, "faltam explicações para o caso". Em busca dessas explicações, uma missão brasileira irá aos Estados Unidos na próxima semana.
Regras "As questões de sanidade têm de ter regras claras e ser seguidas por todos. Elas se tornaram um pouco empíricas e cada um faz a exigência que quer", afirmou ontem, em Buenos Aires, o ministro Wagner Rossi. Ele se referia às recentes exigências dos Estados Unidos e da Rússia no setor de carne bovina.
terça-feira, 1 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Centralização de Capitais - Potencial do setor [etanol] deve acelerar processo de fusão de empresas
São Paulo, sexta-feira, 28 de maio de 2010
JOSÉ CARLOS GRUBISICHESPECIAL PARA A FOLHA
O setor bioenergético brasileiro passa por importante transformação. A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar -energia limpa, renovável e competitiva- está na agenda global de sustentabilidade e traz um cenário novo, promissor e positivo.Prova disso é a chegada de novos "players", como grandes operadores agrícolas e empresas petrolíferas.Desde 2008, vê-se operações emblemáticas de redesenho do setor, como as associações entre a Cosan e a NovaAmerica, a francesa Louis Dreyfus e a Santelisa Vale, seguida por Bunge e Moema, Shell e Cosan e pela combinação de ativos da ETH Bioenergia com a Brenco. Sem falar na recente negociação entre Petrobras e Açúcar Guarani.Esse movimento deve se intensificar, com a consolidação de empresas com escala, tecnologia e grande capacidade de investimentos e confirma a atratividade do negócio e o forte potencial de crescimento do mercado internacional para esse combustível.A civilização do petróleo cede espaço para fontes de energia limpas e renováveis, graças ao reconhecimento de que estas últimas reduzem as emissões de CO2 e provocam efeitos positivos no clima.Além disso, a produção brasileira de etanol traz ganhos expressivos de competitividade, com melhor eficiência nas áreas agrícola e industrial.O mundo reconhece que a tecnologia brasileira para a produção de energia de biomassa é uma das soluções para um mercado competitivo e sustentável.O recente reconhecimento da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, de que o etanol de cana-de-açúcar é um combustível avançado, e a aprovação, pelo Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (Carb), da regulamentação do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) devem beneficiar a entrada do etanol brasileiro nos EUA.A LCFS torna obrigatória, na Califórnia, a redução em 10% das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, até 2020.O Japão também vê no etanol de cana-de-açúcar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e sua dependência em relação a combustíveis fósseis. O governo japonês trabalha em um projeto para aumentar para até 10% a mistura de etanol na gasolina até 2020, o que criaria um mercado potencial de até 6 bilhões de litros para o etanol produzido no Brasil.Essa transformação no cenário internacional pode abrir uma nova fase de crescimento para os investimentos no setor, estimados em R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, além de gerar empregos qualificados.Chegou o momento de vencer as restrições comerciais internacionais e levar a discussão da produção de etanol para a agenda energética mundial.
JOSÉ CARLOS GRUBISICH é presidente da ETH Bioenergia.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2805201013.htm
JOSÉ CARLOS GRUBISICHESPECIAL PARA A FOLHA
O setor bioenergético brasileiro passa por importante transformação. A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar -energia limpa, renovável e competitiva- está na agenda global de sustentabilidade e traz um cenário novo, promissor e positivo.Prova disso é a chegada de novos "players", como grandes operadores agrícolas e empresas petrolíferas.Desde 2008, vê-se operações emblemáticas de redesenho do setor, como as associações entre a Cosan e a NovaAmerica, a francesa Louis Dreyfus e a Santelisa Vale, seguida por Bunge e Moema, Shell e Cosan e pela combinação de ativos da ETH Bioenergia com a Brenco. Sem falar na recente negociação entre Petrobras e Açúcar Guarani.Esse movimento deve se intensificar, com a consolidação de empresas com escala, tecnologia e grande capacidade de investimentos e confirma a atratividade do negócio e o forte potencial de crescimento do mercado internacional para esse combustível.A civilização do petróleo cede espaço para fontes de energia limpas e renováveis, graças ao reconhecimento de que estas últimas reduzem as emissões de CO2 e provocam efeitos positivos no clima.Além disso, a produção brasileira de etanol traz ganhos expressivos de competitividade, com melhor eficiência nas áreas agrícola e industrial.O mundo reconhece que a tecnologia brasileira para a produção de energia de biomassa é uma das soluções para um mercado competitivo e sustentável.O recente reconhecimento da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, de que o etanol de cana-de-açúcar é um combustível avançado, e a aprovação, pelo Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (Carb), da regulamentação do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) devem beneficiar a entrada do etanol brasileiro nos EUA.A LCFS torna obrigatória, na Califórnia, a redução em 10% das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, até 2020.O Japão também vê no etanol de cana-de-açúcar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e sua dependência em relação a combustíveis fósseis. O governo japonês trabalha em um projeto para aumentar para até 10% a mistura de etanol na gasolina até 2020, o que criaria um mercado potencial de até 6 bilhões de litros para o etanol produzido no Brasil.Essa transformação no cenário internacional pode abrir uma nova fase de crescimento para os investimentos no setor, estimados em R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, além de gerar empregos qualificados.Chegou o momento de vencer as restrições comerciais internacionais e levar a discussão da produção de etanol para a agenda energética mundial.
JOSÉ CARLOS GRUBISICH é presidente da ETH Bioenergia.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2805201013.htm
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Concorrência entre capitais (C x C) com base na inovação
26/05/2010-16h45
Apple supera a Microsoft e se torna a maior empresa de tecnologia
A Apple, fabricante do IPod, IPhone e IPad, ultrapassou a gigante Microsoft nesta quarta-feira e se tornou a maior companhia de tecnologia em valor de mercado, segundo informações do "The New York Times".
As ações da Apple encerraram o dia em queda de 0,45%, dando a empresa um valor de mercado--o número de ações multiplicado por seu valor-- de US$ 222,07 bilhões. Já as ações da Microsoft caíram cerca de 4,07% e a empresa ficou estimada em US$ 219,18 bilhões.
Segundo o jornal, a mudança de liderança é uma das maiores "reviravoltas na história dos negócios", uma vez que a Apple era dada quase como acabada há uma década.
"É a reviravolta mais importante que eu vi ocorrer no Vale do Silício [centro da tecnologia nos EUA]", afirmou Jim Breyer, um investidor de risco.
O valor da ação da Apple é dez vezes maior que há dez anos, quando a empresa começou a lucrar com a revolução que gerou no setor de eletrônicos com produtos estilosos como iPod, iPhone e notebooks MacBook.
Já a Microsoft, que produz o sistema operacional usado em 90% dos computadores do mundo, o Windows-- não conseguiu o mesmo sucesso para suas ações. Suas ações caíram cerca de 18% na comparação com o preço de 10 anos atrás.
A Apple, que teve dificuldade durante muitos anos para popularizar seus produtos, aceitou um investimento de US$ 150 milhões da Microsoft em 1997 para se manter.
A Apple é agora a segunda maior empresa entre as companhias que integram o índice Standard & Poor's 500 em valor de mercado, atrás apenas do grupo de energia Exxon Mobil.
Com a Reuters
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/741126-apple-supera-a-microsoft-e-se-torna-a-maior-empresa-de-tecnologia.shtml
Apple supera a Microsoft e se torna a maior empresa de tecnologia
A Apple, fabricante do IPod, IPhone e IPad, ultrapassou a gigante Microsoft nesta quarta-feira e se tornou a maior companhia de tecnologia em valor de mercado, segundo informações do "The New York Times".
As ações da Apple encerraram o dia em queda de 0,45%, dando a empresa um valor de mercado--o número de ações multiplicado por seu valor-- de US$ 222,07 bilhões. Já as ações da Microsoft caíram cerca de 4,07% e a empresa ficou estimada em US$ 219,18 bilhões.
Segundo o jornal, a mudança de liderança é uma das maiores "reviravoltas na história dos negócios", uma vez que a Apple era dada quase como acabada há uma década.
"É a reviravolta mais importante que eu vi ocorrer no Vale do Silício [centro da tecnologia nos EUA]", afirmou Jim Breyer, um investidor de risco.
O valor da ação da Apple é dez vezes maior que há dez anos, quando a empresa começou a lucrar com a revolução que gerou no setor de eletrônicos com produtos estilosos como iPod, iPhone e notebooks MacBook.
Já a Microsoft, que produz o sistema operacional usado em 90% dos computadores do mundo, o Windows-- não conseguiu o mesmo sucesso para suas ações. Suas ações caíram cerca de 18% na comparação com o preço de 10 anos atrás.
A Apple, que teve dificuldade durante muitos anos para popularizar seus produtos, aceitou um investimento de US$ 150 milhões da Microsoft em 1997 para se manter.
A Apple é agora a segunda maior empresa entre as companhias que integram o índice Standard & Poor's 500 em valor de mercado, atrás apenas do grupo de energia Exxon Mobil.
Com a Reuters
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/741126-apple-supera-a-microsoft-e-se-torna-a-maior-empresa-de-tecnologia.shtml
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