Prezados,
Confiram textos sobre preços de produção
terça-feira, 1 de junho de 2010
Decréscimo relativo da parte variável do capital com o progresso da acumulação e da concentração que a acompanha (exemplo)
01/06/2010 10h16 - Atualizado em 01/06/2010 10h33
HP vai demitir 9 mil funcionários nos próximos anos
Medida faz parte de um plano de reestruturação da empresa de informática.
Corte é consequência dos 'ganhos de produtividade e automatização'.
Do G1, com agências*
A Hewlett-Packard, líder mundial do setor de informática, anunciou nesta terça-feira (1º) que cortará 9.000 postos de trabalho nos próximos anos, como parte de um plano de reestruturação da empresa. Os cortes, que devem gerar um custo de aproximadamente US$ 1 bilhão, refletem a integração da consultoria EDS, adquirida em maio de 2008 pela HP por US$ 13,9 bilhões.
A empresa espera investir um bilhão de dólares nos próximos anos em centros de dados completamente automatizados, o que segundo a HP permitirá aos clientes administrar seus negócios de maneira mais rápida e eficaz.
"Como consequência dos ganhos de produtividade e automatização, a HP prevê suprimir por volta de 9.000 postos de trabalho em vários anos para reinvestir no crescimento e aumentar o valor para os acionistas", afirma um comunicado do grupo.
A divisão Enterprise Services, que vem integrando as operações da EDS há cerca de 20 meses, passará por uma consolidação de data centers, plataformas de administração, redes, ferramentas e aplicações, informou a empresa.
Para financiar a restruturação, a HP informou que terá um custo aproximado de US$ 1 bilhão "ao longo de um período de vários anos que será adicionado a seus resultados de acordo com Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (GAAP na sigla em inglês)".
Com as mudanças, a empresa espera gerar uma economia bruta anual em torno de US$ 1 bilhão e líquida entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões, considerando reinvestimentos.
*Com informações da AFP e do Valor OnLine
HP vai demitir 9 mil funcionários nos próximos anos
Medida faz parte de um plano de reestruturação da empresa de informática.
Corte é consequência dos 'ganhos de produtividade e automatização'.
Do G1, com agências*
A Hewlett-Packard, líder mundial do setor de informática, anunciou nesta terça-feira (1º) que cortará 9.000 postos de trabalho nos próximos anos, como parte de um plano de reestruturação da empresa. Os cortes, que devem gerar um custo de aproximadamente US$ 1 bilhão, refletem a integração da consultoria EDS, adquirida em maio de 2008 pela HP por US$ 13,9 bilhões.
A empresa espera investir um bilhão de dólares nos próximos anos em centros de dados completamente automatizados, o que segundo a HP permitirá aos clientes administrar seus negócios de maneira mais rápida e eficaz.
"Como consequência dos ganhos de produtividade e automatização, a HP prevê suprimir por volta de 9.000 postos de trabalho em vários anos para reinvestir no crescimento e aumentar o valor para os acionistas", afirma um comunicado do grupo.
A divisão Enterprise Services, que vem integrando as operações da EDS há cerca de 20 meses, passará por uma consolidação de data centers, plataformas de administração, redes, ferramentas e aplicações, informou a empresa.
Para financiar a restruturação, a HP informou que terá um custo aproximado de US$ 1 bilhão "ao longo de um período de vários anos que será adicionado a seus resultados de acordo com Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (GAAP na sigla em inglês)".
Com as mudanças, a empresa espera gerar uma economia bruta anual em torno de US$ 1 bilhão e líquida entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões, considerando reinvestimentos.
*Com informações da AFP e do Valor OnLine
Centralização de Capital (mais um exemplo)
Folha de São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2010
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br
Açúcar Guarani volta às compras e movimenta o setor sucroenergético
A reestruturação do setor de produção de álcool e de açúcar continua. O grupo Guarani anunciou ontem que adquiriu a usina Mandú, que tem potencial de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Próxima à área de outras usinas da Guarani, a Mandú traz sinergia ao grupo, que pagou R$ 345 milhões pela empresa, localizada no noroeste de São Paulo.
A expansão da Guarani já era esperada, e deve continuar, uma vez que o grupo acabou de receber forte injeção de capital da Petrobras Biocombustível.
A empresa de petróleo passou a ter 49% de participação na Guarani, conforme parceria de R$ 2,2 bilhões celebrada entre a Tereos Internacional e a Petrobras.
Outra gigante do setor, a Cosan, anunciou na semana passada que também pode voltar às compras. Já a indiana Renuka ainda espera um acerto com a Equipav.
CANA
Produtor de álcool tem custo maior em maio
O valor médio da tonelada de cana foi de R$ 46,90 no mês passado para as usinas, conforme dados do Consecana. Um dos componentes que empurraram para cima essa média foram os bons resultados das exportações de açúcar branco. Com base em contratos antigos, ainda com preços elevados, o açúcar gerou receitas de R$ 60,70 por tonelada de cana. O problema fica para as usinas que só produzem álcool, que pagam R$ 46,90 por tonelada de cana e foram remuneradas em R$ 33,80 pela venda do álcool hidratado.
Trigo O plantio de trigo avança e atinge 85% no Paraná. Apesar dos preços atuais pouco remuneradores, os produtores acreditam na boa rentabilidade do produto e que o governo cumpra os preços mínimos. A área semeada deve ficar entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de hectares, diz o analista José Pitoli.
Geada O frio aumentou e informações de possível geada nos próximos dias no Paraná preocupam os produtores de milho do oeste do Estado.
Imprecisão A leitura atual do mercado de soja é de "imprecisão" para o final de ano. Os fatores fundamentais de oferta e demanda permanecerão associados ao mercado financeiro. A avaliação é de Anderson Galvão, da consultoria Céleres.
Câmbio É importante para o produtor ficar atento às variáveis que formam os preços da soja, entre elas o câmbio, diz Galvão. Isso porque haverá estoques maiores do produto após safras recordes no Brasil e na Argentina e continuidade de boa produção nos EUA.
VENDA AOS EUA
Suspensão preocupa o setor de carne "in natura"
A suspensão de exportações de carne industrializada para os Estados Unidos pode retardar a aceitação da carne brasileira "in natura" naquele país. A preocupação é de Pedro Camargo Neto, pecuarista e presidente da Abipecs (setor de suínos). O problema deve vir mais de produtores e indústrias do que do governo, que já verificou a sanidade do produto brasileiro, diz ele. Para Camargo, "faltam explicações para o caso". Em busca dessas explicações, uma missão brasileira irá aos Estados Unidos na próxima semana.
Regras "As questões de sanidade têm de ter regras claras e ser seguidas por todos. Elas se tornaram um pouco empíricas e cada um faz a exigência que quer", afirmou ontem, em Buenos Aires, o ministro Wagner Rossi. Ele se referia às recentes exigências dos Estados Unidos e da Rússia no setor de carne bovina.
MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br
Açúcar Guarani volta às compras e movimenta o setor sucroenergético
A reestruturação do setor de produção de álcool e de açúcar continua. O grupo Guarani anunciou ontem que adquiriu a usina Mandú, que tem potencial de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Próxima à área de outras usinas da Guarani, a Mandú traz sinergia ao grupo, que pagou R$ 345 milhões pela empresa, localizada no noroeste de São Paulo.
A expansão da Guarani já era esperada, e deve continuar, uma vez que o grupo acabou de receber forte injeção de capital da Petrobras Biocombustível.
A empresa de petróleo passou a ter 49% de participação na Guarani, conforme parceria de R$ 2,2 bilhões celebrada entre a Tereos Internacional e a Petrobras.
Outra gigante do setor, a Cosan, anunciou na semana passada que também pode voltar às compras. Já a indiana Renuka ainda espera um acerto com a Equipav.
CANA
Produtor de álcool tem custo maior em maio
O valor médio da tonelada de cana foi de R$ 46,90 no mês passado para as usinas, conforme dados do Consecana. Um dos componentes que empurraram para cima essa média foram os bons resultados das exportações de açúcar branco. Com base em contratos antigos, ainda com preços elevados, o açúcar gerou receitas de R$ 60,70 por tonelada de cana. O problema fica para as usinas que só produzem álcool, que pagam R$ 46,90 por tonelada de cana e foram remuneradas em R$ 33,80 pela venda do álcool hidratado.
Trigo O plantio de trigo avança e atinge 85% no Paraná. Apesar dos preços atuais pouco remuneradores, os produtores acreditam na boa rentabilidade do produto e que o governo cumpra os preços mínimos. A área semeada deve ficar entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de hectares, diz o analista José Pitoli.
Geada O frio aumentou e informações de possível geada nos próximos dias no Paraná preocupam os produtores de milho do oeste do Estado.
Imprecisão A leitura atual do mercado de soja é de "imprecisão" para o final de ano. Os fatores fundamentais de oferta e demanda permanecerão associados ao mercado financeiro. A avaliação é de Anderson Galvão, da consultoria Céleres.
Câmbio É importante para o produtor ficar atento às variáveis que formam os preços da soja, entre elas o câmbio, diz Galvão. Isso porque haverá estoques maiores do produto após safras recordes no Brasil e na Argentina e continuidade de boa produção nos EUA.
VENDA AOS EUA
Suspensão preocupa o setor de carne "in natura"
A suspensão de exportações de carne industrializada para os Estados Unidos pode retardar a aceitação da carne brasileira "in natura" naquele país. A preocupação é de Pedro Camargo Neto, pecuarista e presidente da Abipecs (setor de suínos). O problema deve vir mais de produtores e indústrias do que do governo, que já verificou a sanidade do produto brasileiro, diz ele. Para Camargo, "faltam explicações para o caso". Em busca dessas explicações, uma missão brasileira irá aos Estados Unidos na próxima semana.
Regras "As questões de sanidade têm de ter regras claras e ser seguidas por todos. Elas se tornaram um pouco empíricas e cada um faz a exigência que quer", afirmou ontem, em Buenos Aires, o ministro Wagner Rossi. Ele se referia às recentes exigências dos Estados Unidos e da Rússia no setor de carne bovina.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Centralização de Capitais - Potencial do setor [etanol] deve acelerar processo de fusão de empresas
São Paulo, sexta-feira, 28 de maio de 2010
JOSÉ CARLOS GRUBISICHESPECIAL PARA A FOLHA
O setor bioenergético brasileiro passa por importante transformação. A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar -energia limpa, renovável e competitiva- está na agenda global de sustentabilidade e traz um cenário novo, promissor e positivo.Prova disso é a chegada de novos "players", como grandes operadores agrícolas e empresas petrolíferas.Desde 2008, vê-se operações emblemáticas de redesenho do setor, como as associações entre a Cosan e a NovaAmerica, a francesa Louis Dreyfus e a Santelisa Vale, seguida por Bunge e Moema, Shell e Cosan e pela combinação de ativos da ETH Bioenergia com a Brenco. Sem falar na recente negociação entre Petrobras e Açúcar Guarani.Esse movimento deve se intensificar, com a consolidação de empresas com escala, tecnologia e grande capacidade de investimentos e confirma a atratividade do negócio e o forte potencial de crescimento do mercado internacional para esse combustível.A civilização do petróleo cede espaço para fontes de energia limpas e renováveis, graças ao reconhecimento de que estas últimas reduzem as emissões de CO2 e provocam efeitos positivos no clima.Além disso, a produção brasileira de etanol traz ganhos expressivos de competitividade, com melhor eficiência nas áreas agrícola e industrial.O mundo reconhece que a tecnologia brasileira para a produção de energia de biomassa é uma das soluções para um mercado competitivo e sustentável.O recente reconhecimento da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, de que o etanol de cana-de-açúcar é um combustível avançado, e a aprovação, pelo Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (Carb), da regulamentação do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) devem beneficiar a entrada do etanol brasileiro nos EUA.A LCFS torna obrigatória, na Califórnia, a redução em 10% das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, até 2020.O Japão também vê no etanol de cana-de-açúcar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e sua dependência em relação a combustíveis fósseis. O governo japonês trabalha em um projeto para aumentar para até 10% a mistura de etanol na gasolina até 2020, o que criaria um mercado potencial de até 6 bilhões de litros para o etanol produzido no Brasil.Essa transformação no cenário internacional pode abrir uma nova fase de crescimento para os investimentos no setor, estimados em R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, além de gerar empregos qualificados.Chegou o momento de vencer as restrições comerciais internacionais e levar a discussão da produção de etanol para a agenda energética mundial.
JOSÉ CARLOS GRUBISICH é presidente da ETH Bioenergia.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2805201013.htm
JOSÉ CARLOS GRUBISICHESPECIAL PARA A FOLHA
O setor bioenergético brasileiro passa por importante transformação. A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar -energia limpa, renovável e competitiva- está na agenda global de sustentabilidade e traz um cenário novo, promissor e positivo.Prova disso é a chegada de novos "players", como grandes operadores agrícolas e empresas petrolíferas.Desde 2008, vê-se operações emblemáticas de redesenho do setor, como as associações entre a Cosan e a NovaAmerica, a francesa Louis Dreyfus e a Santelisa Vale, seguida por Bunge e Moema, Shell e Cosan e pela combinação de ativos da ETH Bioenergia com a Brenco. Sem falar na recente negociação entre Petrobras e Açúcar Guarani.Esse movimento deve se intensificar, com a consolidação de empresas com escala, tecnologia e grande capacidade de investimentos e confirma a atratividade do negócio e o forte potencial de crescimento do mercado internacional para esse combustível.A civilização do petróleo cede espaço para fontes de energia limpas e renováveis, graças ao reconhecimento de que estas últimas reduzem as emissões de CO2 e provocam efeitos positivos no clima.Além disso, a produção brasileira de etanol traz ganhos expressivos de competitividade, com melhor eficiência nas áreas agrícola e industrial.O mundo reconhece que a tecnologia brasileira para a produção de energia de biomassa é uma das soluções para um mercado competitivo e sustentável.O recente reconhecimento da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, de que o etanol de cana-de-açúcar é um combustível avançado, e a aprovação, pelo Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (Carb), da regulamentação do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) devem beneficiar a entrada do etanol brasileiro nos EUA.A LCFS torna obrigatória, na Califórnia, a redução em 10% das emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, até 2020.O Japão também vê no etanol de cana-de-açúcar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e sua dependência em relação a combustíveis fósseis. O governo japonês trabalha em um projeto para aumentar para até 10% a mistura de etanol na gasolina até 2020, o que criaria um mercado potencial de até 6 bilhões de litros para o etanol produzido no Brasil.Essa transformação no cenário internacional pode abrir uma nova fase de crescimento para os investimentos no setor, estimados em R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, além de gerar empregos qualificados.Chegou o momento de vencer as restrições comerciais internacionais e levar a discussão da produção de etanol para a agenda energética mundial.
JOSÉ CARLOS GRUBISICH é presidente da ETH Bioenergia.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2805201013.htm
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Concorrência entre capitais (C x C) com base na inovação
26/05/2010-16h45
Apple supera a Microsoft e se torna a maior empresa de tecnologia
A Apple, fabricante do IPod, IPhone e IPad, ultrapassou a gigante Microsoft nesta quarta-feira e se tornou a maior companhia de tecnologia em valor de mercado, segundo informações do "The New York Times".
As ações da Apple encerraram o dia em queda de 0,45%, dando a empresa um valor de mercado--o número de ações multiplicado por seu valor-- de US$ 222,07 bilhões. Já as ações da Microsoft caíram cerca de 4,07% e a empresa ficou estimada em US$ 219,18 bilhões.
Segundo o jornal, a mudança de liderança é uma das maiores "reviravoltas na história dos negócios", uma vez que a Apple era dada quase como acabada há uma década.
"É a reviravolta mais importante que eu vi ocorrer no Vale do Silício [centro da tecnologia nos EUA]", afirmou Jim Breyer, um investidor de risco.
O valor da ação da Apple é dez vezes maior que há dez anos, quando a empresa começou a lucrar com a revolução que gerou no setor de eletrônicos com produtos estilosos como iPod, iPhone e notebooks MacBook.
Já a Microsoft, que produz o sistema operacional usado em 90% dos computadores do mundo, o Windows-- não conseguiu o mesmo sucesso para suas ações. Suas ações caíram cerca de 18% na comparação com o preço de 10 anos atrás.
A Apple, que teve dificuldade durante muitos anos para popularizar seus produtos, aceitou um investimento de US$ 150 milhões da Microsoft em 1997 para se manter.
A Apple é agora a segunda maior empresa entre as companhias que integram o índice Standard & Poor's 500 em valor de mercado, atrás apenas do grupo de energia Exxon Mobil.
Com a Reuters
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/741126-apple-supera-a-microsoft-e-se-torna-a-maior-empresa-de-tecnologia.shtml
Apple supera a Microsoft e se torna a maior empresa de tecnologia
A Apple, fabricante do IPod, IPhone e IPad, ultrapassou a gigante Microsoft nesta quarta-feira e se tornou a maior companhia de tecnologia em valor de mercado, segundo informações do "The New York Times".
As ações da Apple encerraram o dia em queda de 0,45%, dando a empresa um valor de mercado--o número de ações multiplicado por seu valor-- de US$ 222,07 bilhões. Já as ações da Microsoft caíram cerca de 4,07% e a empresa ficou estimada em US$ 219,18 bilhões.
Segundo o jornal, a mudança de liderança é uma das maiores "reviravoltas na história dos negócios", uma vez que a Apple era dada quase como acabada há uma década.
"É a reviravolta mais importante que eu vi ocorrer no Vale do Silício [centro da tecnologia nos EUA]", afirmou Jim Breyer, um investidor de risco.
O valor da ação da Apple é dez vezes maior que há dez anos, quando a empresa começou a lucrar com a revolução que gerou no setor de eletrônicos com produtos estilosos como iPod, iPhone e notebooks MacBook.
Já a Microsoft, que produz o sistema operacional usado em 90% dos computadores do mundo, o Windows-- não conseguiu o mesmo sucesso para suas ações. Suas ações caíram cerca de 18% na comparação com o preço de 10 anos atrás.
A Apple, que teve dificuldade durante muitos anos para popularizar seus produtos, aceitou um investimento de US$ 150 milhões da Microsoft em 1997 para se manter.
A Apple é agora a segunda maior empresa entre as companhias que integram o índice Standard & Poor's 500 em valor de mercado, atrás apenas do grupo de energia Exxon Mobil.
Com a Reuters
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/741126-apple-supera-a-microsoft-e-se-torna-a-maior-empresa-de-tecnologia.shtml
Centralização de Capitais
São Paulo, quarta-feira, 26 de maio de 2010
Carlos Slim vai fundir Embratel e Claro
Dono das duas empresas quer consolidar suas operações e gerar economia para enfrentar a concorrência futura
Negócio deverá ser concretizado em dois meses; junção deve gerar até 30% de economia de custo
JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO
O bilionário mexicano das telecomunicações Carlos Slim decidiu fundir a Embratel (telefonia fixa) e a Claro (telefonia móvel).
A Folha apurou que a mudança ocorrerá em dois meses, no máximo, e que o atual presidente da Embratel, José Formoso Martínez, deverá assumir a nova empresa.
O negócio também depende de aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Há outros nomes na disputa pelo comando da nova companhia, como o do presidente da Claro, João Cox. Mas Slim prefere Martínez.
A reestruturação do grupo do empresário mexicano no Brasil é reflexo de uma mudança que começou no exterior. Em janeiro, a América Móvil comprou a Carso, holding que controla a Telmex México e Internacional. Todas elas são de Slim.
Essa modificação acionária entre as empresas já tinha colocado Embratel, Claro e parte da Net debaixo do guarda-chuva da América Móvil.
Agora, Slim quer consolidá-las em uma única empresa no país, a América Móvil, para ganhar eficiência e reduzir gastos.
Cálculos iniciais indicam que a sinergia (economia de custo) entre as duas operadoras poderia ficar entre 20% e 30%, acima da média.
A Oi disse que teria sinergia de 20% na compra da Brasil Telecom, mas ainda não atingiu essa meta. A TIM teve 15% com a Intelig. A Vivo passou a economizar R$ 1 bilhão por ano após a integração acionária de suas operadoras.
Com a fusão entre Claro e Embratel, será possível ampliar o compartilhamento de infraestrutura e oferecer pacotes de telefonia integrados.
Também será mais fácil conseguir crédito com juros mais baixos devido ao porte da nova companhia.
CONSOLIDAÇÃO
A Folha apurou com pessoas próximas a Slim que o empresário mexicano está descontente com os resultados exibidos pelo grupo no Brasil e decidiu reestruturá-lo para enfrentar a concorrência da Vivendi, da Telefónica e da Portugal Telecom.
Esses grupos deverão ficar mais agressivos, principalmente na telefonia celular, a partir de 2011. Os franceses, por exemplo, estão com apetite para levar as frequências de 3G que serão leiloadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda neste ano.
Os resultados das empresas de Slim no Brasil são considerados positivos pelos analistas, mas ele quer mais.
A Claro, por exemplo, ultrapassou a TIM em clientes, mas ainda não conseguiu partir para cima da Vivo. A Net lidera em seu ramo, mas os dividendos não podem ser apropriados integralmente.
Isso porque, pela lei do cabo -que regula os negócios da Net-, estrangeiros só podem deter 49% das empresas do ramo no país. Hoje quem controla a Net é a Globo.
TV PAGA
A Folha apurou que está nos planos da América Móvil adquirir o controle da Net. Para isso, é preciso que o Congresso Nacional aprove o PL 29, projeto de lei que permitirá a presença de estrangeiros como controladores de empresas de telecomunicações no país.
As chances de isso ocorrer neste ano são remotas. Além disso, as empresas de TV paga fazem pressão contra a votação desse projeto, que também permitirá a entrada das teles no mercado de TV paga.
Elas querem que sejam impostas restrições à atuação das operadoras de telefonia nesse negócio.
Caso o PL 29 seja aprovado, Slim pretende fechar o capital da Net e colocá-la sob o guarda-chuva da América Móvil. Dessa forma, seria possível oferecer pacotes "quadriple-play" (telefonia fixa, móvel, internet e TV paga) e ganhar mercado.
Consultadas, as empresas envolvidas negaram-se a comentar o assunto.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2605201002.htm
Carlos Slim vai fundir Embratel e Claro
Dono das duas empresas quer consolidar suas operações e gerar economia para enfrentar a concorrência futura
Negócio deverá ser concretizado em dois meses; junção deve gerar até 30% de economia de custo
JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO
O bilionário mexicano das telecomunicações Carlos Slim decidiu fundir a Embratel (telefonia fixa) e a Claro (telefonia móvel).
A Folha apurou que a mudança ocorrerá em dois meses, no máximo, e que o atual presidente da Embratel, José Formoso Martínez, deverá assumir a nova empresa.
O negócio também depende de aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Há outros nomes na disputa pelo comando da nova companhia, como o do presidente da Claro, João Cox. Mas Slim prefere Martínez.
A reestruturação do grupo do empresário mexicano no Brasil é reflexo de uma mudança que começou no exterior. Em janeiro, a América Móvil comprou a Carso, holding que controla a Telmex México e Internacional. Todas elas são de Slim.
Essa modificação acionária entre as empresas já tinha colocado Embratel, Claro e parte da Net debaixo do guarda-chuva da América Móvil.
Agora, Slim quer consolidá-las em uma única empresa no país, a América Móvil, para ganhar eficiência e reduzir gastos.
Cálculos iniciais indicam que a sinergia (economia de custo) entre as duas operadoras poderia ficar entre 20% e 30%, acima da média.
A Oi disse que teria sinergia de 20% na compra da Brasil Telecom, mas ainda não atingiu essa meta. A TIM teve 15% com a Intelig. A Vivo passou a economizar R$ 1 bilhão por ano após a integração acionária de suas operadoras.
Com a fusão entre Claro e Embratel, será possível ampliar o compartilhamento de infraestrutura e oferecer pacotes de telefonia integrados.
Também será mais fácil conseguir crédito com juros mais baixos devido ao porte da nova companhia.
CONSOLIDAÇÃO
A Folha apurou com pessoas próximas a Slim que o empresário mexicano está descontente com os resultados exibidos pelo grupo no Brasil e decidiu reestruturá-lo para enfrentar a concorrência da Vivendi, da Telefónica e da Portugal Telecom.
Esses grupos deverão ficar mais agressivos, principalmente na telefonia celular, a partir de 2011. Os franceses, por exemplo, estão com apetite para levar as frequências de 3G que serão leiloadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda neste ano.
Os resultados das empresas de Slim no Brasil são considerados positivos pelos analistas, mas ele quer mais.
A Claro, por exemplo, ultrapassou a TIM em clientes, mas ainda não conseguiu partir para cima da Vivo. A Net lidera em seu ramo, mas os dividendos não podem ser apropriados integralmente.
Isso porque, pela lei do cabo -que regula os negócios da Net-, estrangeiros só podem deter 49% das empresas do ramo no país. Hoje quem controla a Net é a Globo.
TV PAGA
A Folha apurou que está nos planos da América Móvil adquirir o controle da Net. Para isso, é preciso que o Congresso Nacional aprove o PL 29, projeto de lei que permitirá a presença de estrangeiros como controladores de empresas de telecomunicações no país.
As chances de isso ocorrer neste ano são remotas. Além disso, as empresas de TV paga fazem pressão contra a votação desse projeto, que também permitirá a entrada das teles no mercado de TV paga.
Elas querem que sejam impostas restrições à atuação das operadoras de telefonia nesse negócio.
Caso o PL 29 seja aprovado, Slim pretende fechar o capital da Net e colocá-la sob o guarda-chuva da América Móvil. Dessa forma, seria possível oferecer pacotes "quadriple-play" (telefonia fixa, móvel, internet e TV paga) e ganhar mercado.
Consultadas, as empresas envolvidas negaram-se a comentar o assunto.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2605201002.htm
Lei Geral da Acumulação - Síntese
Objetivo do capítulo: tratar da influência que o crescimento do capital exerce sobre o destino da classe trabalhadora
Categorias chaves: a composição do capital e sua participação no processo de acumulação
Premissas:
i)a composição do capital tem de ser compreendida em duplo sentido. Da perspectiva de valor (capital constante e variável) – composição valor; e da perspectiva da matéria (força de trabalho e meios de produção) - composição técnica;
ii)os numerosos capitais aplicados individuais aplicados em determinado ramo de produção têm entre si composição diferenciada. A média de suas composições individuais dá-nos a composição do capital global desse ramo da produção. Por fim, a média global das composições médias de todos os ramos da produção dá-nos a composição do capital social de um país, e apenas dessa é que, em última instância, há de se falar em seguida;
Constituição do capítulo: 1 – Demanda crescente de força de trabalho com a acumulação, com composição constante do capital;
a) determinada massa de meios de produção ou de capital constante requer, sempre, a mesma massa de FT para ser posta em movimento → cresce a demanda de trabalho e o fundo de subsistência dos trabalhadores proporcionalmente ao capital, e tanto mais rapidamente quanto mais cresce o capital;
b)salários maiores para os trabalhadores resulta em ampliação do consumo, das condições de bem de estar e , até, a possibilidade de constituir um pequeno fundo de reserva em dinheiro. Mas tais condições não superam a relação de dependência e a exploração do assalariado;
c) o aumento de trabalho significa, no melhor dos casos, apenas diminuição quantitativa do trabalho não pago que o trabalhador tem de prestar. Essa diminuição nunca pode ir até o ponto em que ela ameace o próprio sistema;
d)Caso o aumento do trabalho comprometa a acumulação, esta decresce. Mas, com seu decréscimo desaparece a causa do seu decréscimo, ou seja, a desproporção entre capital e força de trabalho explorável
e)A grandeza da acumulação é a variável independente; a grandeza do salário, a dependente, e não o contrário;
2 – Decréscimo relativo da parte variável do capital com o progresso da acumulação e da concentração que a acompanha;
a) o desenvolvimento social da produtividade do trabalho social se torna a mais poderosa alavanca da acumulação;
b) o acréscimo dos meios de produção implica no decréscimo da massa de trabalho proporcionalmente (mudança na composição técnica);
c) diferença entre concentração e centralização de capitais;
d) concorrência e crédito as duas mais poderosas alavancas da centralização
3 – Produção progressiva de uma superpopulação relativa ou exército industrial de reserva;
a) com o decréscimo relativo de sua componente variável, aparece inversamente com o crescimento absoluto da população trabalhadora sempre mais rápido do que do capital variável ou de seus meios de ocupação;
b) em todas as esferas, o crescimento da parte variável do capital, e portanto do número de trabalhadores ocupados, está sempre ligado a fortes flutuações e à produção transitória de superpopulação, quer assuma esta agora a forma mais notável de repulsão de trabalhadores já ocupados, quer a menos aparente, mas não menos efetiva, de absorção dificultada da população trabalhadora adicional pelos canais costumeiros;
c) salário x exército industrial de reserva
4 – Diferentes formas de existência da superpopulação relativa.
a) A superpopulação relativa existe em todos os matizes possíveis. Todo trabalhador faz parte dela durante o tempo em que está desocupado parcial ou inteiramente. De uma forma geral ela possui três formas: líquida (fluente), latente e estagnada.
a.1) superpopulação relativa líquida (fluente)
no centro da indústria moderna os trabalhadores são ora repelidos, ora atraídos em maior proporção, de modo que, ao todo, o número de ocupados cresce, ainda que em proporção sempre decrescente em relação à escala da produção. - Trabalhadores em idade ativa para o trabalho;
a.2) superpopulação relativa latente
Parte da população rural encontra-se continuamente na iminência de transferir-se para o proletariado urbano ou manufatureiro (…) fluxo constante para as cidades pressupõe uma contínua superpopulação latente no próprio campo, cujo volume só se torna visível assim que os canais de escoamento se abram excepcionalmente de modo amplo
a.3) superpopulação relativa estagnada
ocupações completamente irregular. Ela proporciona ao capital um reservatório inesgotável de FT disponível. Sua condição de vida cai abaixo do nível normal médio da classe trabalhadora, e exatamente isso faz dela uma base ampla para certos ramos de exploração do capital . É caracterizada pelo máximo do tempo de serviço e mínimo de salário. Sob a rubrica do trabalho domiciliar, já tomamos conhecimento de sua principal configuração. Ela absorve continuamente os redundantes da grande indústria e da agricultura e notadamente também de ramos indústriais decadentes, em que o artesanato é vencido pela manufatura e esta última pela produção mecanizada. Este tipo de população constitui, também, um elemento auto-reprodutor e auto-perpetuador da classe operária, que tem participação proporcionalmente maior em seu crescimento do que os demais elementos
pauperismo
Abstraindo vagabundos, deliquentes, prostitutas, essa camada social consiste em 3 categorias. Primeiro os aptos para o trabalho.
Segundo os órfãos e crianças indigentes
Terceiro os degradados, maltrapilhos, incapacitados para o trabalho
O pauperismo constitui o asilo para inválidos do exército ativo de trabalhadores e o peso morto do exército industrial de reserva. Sua produção está incluída na produção da superpopulação relativa, sua necessidade na necessidade dela, e ambos constituem uma condição de existência da produção capitalista e do desenvolvimento da riqueza. Ele pertence aos falsos custos da produção capitalista que, no entanto, o capital sabe transferir em grande parte de si mesmo para os ombros da classe trabalhadora e da pequena classe média
Quanto maiores a riqueza social, o capital em funcionamento, o volume e a energia de seu crescimento, portanto, também a grandeza absoluta do proletariado e a força produtiva de seu trabalho, tanto maior o exército industrial de reserva.
A lei geral da acumulação capitalista ocasiona uma aumulação de miséria correspondente à acumulação de capital. A acumulação da riqueza num pólo é, portanto, ao mesmo tempo, a acumulação da miséria, tormento de trabalho, escravidão, ignorância, brutalização e degradação moral no pólo oposto, isto é, do lado da classe que produz seu próprio produto como capital.
Categorias chaves: a composição do capital e sua participação no processo de acumulação
Premissas:
i)a composição do capital tem de ser compreendida em duplo sentido. Da perspectiva de valor (capital constante e variável) – composição valor; e da perspectiva da matéria (força de trabalho e meios de produção) - composição técnica;
ii)os numerosos capitais aplicados individuais aplicados em determinado ramo de produção têm entre si composição diferenciada. A média de suas composições individuais dá-nos a composição do capital global desse ramo da produção. Por fim, a média global das composições médias de todos os ramos da produção dá-nos a composição do capital social de um país, e apenas dessa é que, em última instância, há de se falar em seguida;
Constituição do capítulo: 1 – Demanda crescente de força de trabalho com a acumulação, com composição constante do capital;
a) determinada massa de meios de produção ou de capital constante requer, sempre, a mesma massa de FT para ser posta em movimento → cresce a demanda de trabalho e o fundo de subsistência dos trabalhadores proporcionalmente ao capital, e tanto mais rapidamente quanto mais cresce o capital;
b)salários maiores para os trabalhadores resulta em ampliação do consumo, das condições de bem de estar e , até, a possibilidade de constituir um pequeno fundo de reserva em dinheiro. Mas tais condições não superam a relação de dependência e a exploração do assalariado;
c) o aumento de trabalho significa, no melhor dos casos, apenas diminuição quantitativa do trabalho não pago que o trabalhador tem de prestar. Essa diminuição nunca pode ir até o ponto em que ela ameace o próprio sistema;
d)Caso o aumento do trabalho comprometa a acumulação, esta decresce. Mas, com seu decréscimo desaparece a causa do seu decréscimo, ou seja, a desproporção entre capital e força de trabalho explorável
e)A grandeza da acumulação é a variável independente; a grandeza do salário, a dependente, e não o contrário;
2 – Decréscimo relativo da parte variável do capital com o progresso da acumulação e da concentração que a acompanha;
a) o desenvolvimento social da produtividade do trabalho social se torna a mais poderosa alavanca da acumulação;
b) o acréscimo dos meios de produção implica no decréscimo da massa de trabalho proporcionalmente (mudança na composição técnica);
c) diferença entre concentração e centralização de capitais;
d) concorrência e crédito as duas mais poderosas alavancas da centralização
3 – Produção progressiva de uma superpopulação relativa ou exército industrial de reserva;
a) com o decréscimo relativo de sua componente variável, aparece inversamente com o crescimento absoluto da população trabalhadora sempre mais rápido do que do capital variável ou de seus meios de ocupação;
b) em todas as esferas, o crescimento da parte variável do capital, e portanto do número de trabalhadores ocupados, está sempre ligado a fortes flutuações e à produção transitória de superpopulação, quer assuma esta agora a forma mais notável de repulsão de trabalhadores já ocupados, quer a menos aparente, mas não menos efetiva, de absorção dificultada da população trabalhadora adicional pelos canais costumeiros;
c) salário x exército industrial de reserva
4 – Diferentes formas de existência da superpopulação relativa.
a) A superpopulação relativa existe em todos os matizes possíveis. Todo trabalhador faz parte dela durante o tempo em que está desocupado parcial ou inteiramente. De uma forma geral ela possui três formas: líquida (fluente), latente e estagnada.
a.1) superpopulação relativa líquida (fluente)
no centro da indústria moderna os trabalhadores são ora repelidos, ora atraídos em maior proporção, de modo que, ao todo, o número de ocupados cresce, ainda que em proporção sempre decrescente em relação à escala da produção. - Trabalhadores em idade ativa para o trabalho;
a.2) superpopulação relativa latente
Parte da população rural encontra-se continuamente na iminência de transferir-se para o proletariado urbano ou manufatureiro (…) fluxo constante para as cidades pressupõe uma contínua superpopulação latente no próprio campo, cujo volume só se torna visível assim que os canais de escoamento se abram excepcionalmente de modo amplo
a.3) superpopulação relativa estagnada
ocupações completamente irregular. Ela proporciona ao capital um reservatório inesgotável de FT disponível. Sua condição de vida cai abaixo do nível normal médio da classe trabalhadora, e exatamente isso faz dela uma base ampla para certos ramos de exploração do capital . É caracterizada pelo máximo do tempo de serviço e mínimo de salário. Sob a rubrica do trabalho domiciliar, já tomamos conhecimento de sua principal configuração. Ela absorve continuamente os redundantes da grande indústria e da agricultura e notadamente também de ramos indústriais decadentes, em que o artesanato é vencido pela manufatura e esta última pela produção mecanizada. Este tipo de população constitui, também, um elemento auto-reprodutor e auto-perpetuador da classe operária, que tem participação proporcionalmente maior em seu crescimento do que os demais elementos
pauperismo
Abstraindo vagabundos, deliquentes, prostitutas, essa camada social consiste em 3 categorias. Primeiro os aptos para o trabalho.
Segundo os órfãos e crianças indigentes
Terceiro os degradados, maltrapilhos, incapacitados para o trabalho
O pauperismo constitui o asilo para inválidos do exército ativo de trabalhadores e o peso morto do exército industrial de reserva. Sua produção está incluída na produção da superpopulação relativa, sua necessidade na necessidade dela, e ambos constituem uma condição de existência da produção capitalista e do desenvolvimento da riqueza. Ele pertence aos falsos custos da produção capitalista que, no entanto, o capital sabe transferir em grande parte de si mesmo para os ombros da classe trabalhadora e da pequena classe média
Quanto maiores a riqueza social, o capital em funcionamento, o volume e a energia de seu crescimento, portanto, também a grandeza absoluta do proletariado e a força produtiva de seu trabalho, tanto maior o exército industrial de reserva.
A lei geral da acumulação capitalista ocasiona uma aumulação de miséria correspondente à acumulação de capital. A acumulação da riqueza num pólo é, portanto, ao mesmo tempo, a acumulação da miséria, tormento de trabalho, escravidão, ignorância, brutalização e degradação moral no pólo oposto, isto é, do lado da classe que produz seu próprio produto como capital.
Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo:um ponto de vista ecossocialista

Michael Löwy
Meio Ambiente| 24/05/2010 |
Os ecologistas se enganam se crêem poder abrir mão da crítica de Marx ao capitalismo: uma ecologia que não leve em conta a relação entre “produtivismo” e lógica do lucro está destinada ao fracasso – ou pior, à sua recuperação pelo sistema. Os exemplos não faltam... A ausência de uma postura anticapitalista coerente levou a maior parte dos partidos verde europeus – França, Alemanha, Itália, Bélgica – a tornar-se simples parceiro “ecoreformista” da gestão social-liberal do capitalismo pelos governos de centro-esquerda. O artigo é de Michael Löwy e integra o n° 14 da revista Margem Esquerda.
Grandezas e limites da ecologia
A grande contribuição da ecologia foi e continua sendo nos fazer tomar consciência dos perigos que ameaçam o planeta como consequência do atual modelo de produção e consumo. O crescimento exponencial das agressões ao meio ambiente e a ameaça crescente de uma ruptura do equilíbrio ecológico configuram um quadro catastrófico que coloca em questão a própria sobrevivência da vida humana. Estamos diante de uma crise de civilização que exige mudanças radicais.
Os ecologistas se enganam se crêem poder abrir mão da crítica marxiana do capitalismo: uma ecologia que não leve em conta a relação entre “produtivismo” e lógica do lucro está destinada ao fracasso – ou pior, à sua recuperação pelo sistema. Os exemplos não faltam... A ausência de uma postura anticapitalista coerente levou a maior parte dos partidos verde europeus – França, Alemanha, Itália, Bélgica – a tornar-se simples parceiro “ecoreformista” da gestão social-liberal do capitalismo pelos governos de centro-esquerda.
Considerando os trabalhadores irremediavelmente destinados ao produtivismo, alguns ecologistas ignoram/descartam o movimento operário e inscrevem em suas bandeiras: “nem esquerda, nem direita”.
Ex-marxistas convertidos à ecologia declaram apressadamente “adeus à classe operária” (André Gorz), enquanto outros autores (Alain Lipietz) insistem na necessidade de abandonar o “vermelho” – isto é, o marxismo ou o socialismo – para aderir ao “verde”, novo paradigma que trará uma resposta a todos os problemas econômicos e sociais.
O ecossocialismo
O que é então o ecossocialismo? Trata-se de uma corrente de pensamento e ação ecológicos que toma como suas as aquisições fundamentais do marxismo – ao mesmo tempo que se livra de seus entulhos produtivistas.
Para os ecossocialistas a lógica do mercado e do lucro – bem como aquela do defunto do autoritarismo burocrático, o “socialismo real” – são incompatíveis com as exigências de preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo que criticam a ideologia das correntes dominantes do movimento operário, eles sabem que os trabalhadores e suas organizações são uma força essencial para uma transformação radical do sistema e para a construção de uma nova sociedade socialista e ecológica.
Essa corrente está longe de ser politicamente homogênea, mas a maior parte de seus representantes compartilha alguns temas. Rompendo com a ideologia produtivista do progresso – em sua forma capitalista e/ou burocrática – e oposta à expansão ao infinito de um modo de produção e consumo destruidor da natureza, o ecossocialismo representa uma tentativa original de articular as ideias fundamentais do socialismo marxista com as contribuições da crítica ecológica.
O raciocínio ecossocialista se apoia em dois argumentos essenciais:
1) o modo de produção e consumo atual dos países capitalistas avançados, fundado sobre uma lógica de acumulação ilimitada (do capital, dos lucros, das mercadorias), desperdício de recursos, consumo ostentatório e destruição acelerada do meio ambiente, não pode de forma alguma ser estendido para o conjunto do planeta, sob pena de uma crise ecológica maior. Segundo cálculos recentes, se o consumo médio de energia dos EUA fosse generalizado para o conjunto da população mundial, as reservas conhecidas de petróleo seriam esgotadas em 19 dias. Esse sistema está, portanto, necessariamente fundado na manutenção e agravamento da desigualdade entre o Norte e o Sul;
2) de qualquer maneira, a continuidade do “progresso” capitalista e a expansão da civilização fundada na economia de mercado – até mesmo sob esta forma brutalmente desigual – ameaça diretamente, a médio prazo (toda previsão seria arriscada), a própria sobrevivência da espécie humana, em especial por causa das consequências catastróficas da mudança climática.
A racionalidade limitada do mercado capitalista, com seu cálculo imediatista das perdas e lucros, é intrinsecamente contraditória com uma racionalidade ecológica, que leve em conta a temporalidade longa dos ciclos naturais.
Não se trata de opor os “maus” capitalistas ecocidas aos “bons” capitalistas verdes: é o próprio sistema, fundado na competição impiedosa, nas exigências de rentabilidade, na corrida pelo lucro rápido, que é destruidor dos equilíbrios naturais. O pretenso capitalismo verde não passa de uma manobra publicitária, uma etiqueta buscando vender uma mercadoria, ou, no melhor dos casos, uma iniciativa local equivalente a uma gota-d’água sobre o solo árido do deserto capitalista.
Contra o fetichismo da mercadoria e a autonomização reificada da economia pelo neoliberalismo, o que está em jogo no futuro para os ecossocialistas é pôr em prática uma “economia moral” no sentido dado por Edward P. Thompson a este termo, isto é, uma política econômica fundada em critérios não monetários e extraeconômicos: em outras palavras, a reconciliação do econômico no ecológico, no social e no político.
As reformas parciais são totalmente insuficientes: é preciso substituir a microrracionalidade do lucro pela macrorracionalidade social e ecológica, algo que exige uma verdadeira mudança de civilização . Isso é impossível sem uma profunda reorientação tecnológica, visando a substituição das fontes atuais de energia por outras não poluentes e renováveis, como a eólica ou solar . A primeira questão colocada é, portanto, a do controle sobre os meios de produção e, principalmente, sobre as decisões de investimento e transformação tecnológica, que devem ser arrancados dos bancos e empresas capitalistas para tornarem-se um bem comum da sociedade.
Certamente, a mudança radical se relaciona não só com a produção, mas também com o consumo. Entretanto, o problema da civilização burguês-industrial não é – como muitas vezes os ecologistas argumentam – “o consumo excessivo” pela população e a solução não é uma “limitação” geral do consumo, sobretudo nos países capitalistas avançados. É o tipo de consumo atual, fundado na ostentação, no desperdício, na alienação mercantil, na obsessão acumuladora, que deve ser colocado em questão.
Ecologia e altermundialismo
Sim, nos responderão, é simpática essa utopia, mas por enquanto é preciso ficar de braços cruzados? Certamente não! É preciso lutar por cada avanço, cada medida de regulamentação, cada ação de defesa do meio ambiente. Cada quilômetro de estrada bloqueado, cada medida favorável aos transportes coletivos é importante; não somente porque retarda a corrida em direção ao abismo, mas porque permite às pessoas, aos trabalhadores, aos indivíduos se organizar, lutar e tomar consciência do que está em jogo nesse combate, de compreender, por sua experiência coletiva, a falência do sistema capitalista e a necessidade de uma mudança de civilização.
É nesse espírito que as forças mais ativas da ecologia estão engajadas, desde o início, no movimento altermundialista. Tal engajamento corresponde à tomada de consciência de que os grandes embates da crise ecológica são planetários e, portanto, só podem ser enfrentados por uma démarche resolutamente cosmopolítica, supranacional, mundial. O movimento altermundialista é sem dúvida o mais importante fenômeno de resistência antisistêmica do início do século XXI.
Essa vasta nebulosa, espécie de “movimento dos movimentos” que se manifesta de forma visível nos Fóruns Sociais – regionais e mundiais – e nas grandes manifestações de protesto – contra a Organização Mundial do Comércio (OMC), o G8 ou a guerra imperial no Iraque – não corresponde às formas habituais de ação social ou política. Ampla rede descentralizada, ele é múltiplo, diverso e heterogêneo, associando sindicatos operários e movimentos camponeses, ONGs e organizações indígenas, movimentos de mulheres e associações ecológicas, intelectuais e jovens ativistas. Longe de ser uma fraqueza, essa pluralidade é uma das fontes da força, crescente e expansiva, do movimento.
Pode-se afirmar que o ato de nascimento do altermundialismo foi a grande manifestação popular que fez fracassar a reunião da OMC em Seattle, em 1999. A cabeça visível desse combate era a convergência surpreendente de duas forças: turtles and teamsters, ecologistas vestidos de tartarugas (espécie ameaçada de extinção) e sindicalistas do setor de transportes. Portanto, a questão ecológica estava presente, desde o início, no coração das mobilizações contra a globalização capitalista neoliberal. A palavra de ordem central desse movimento, “o mundo não é uma mercadoria”, visa também, evidentemente, o ar, a água, a terra, isto é, o ambiente natural, cada vez mais submetido aos ditames do capital.
Podemos afirmar que o altermundialismo comporta três momentos: 1) o protesto radical contra a ordem existente e suas sinistras instituições: o FMI, o Banco Mundial, a OMC, o G8; 2) um conjunto de medidas concretas, propostas passíveis de serem imediatamente realizadas: a taxação dos capitais financeiros, a supressão da dívida do Terceiro Mundo, o fim das guerras imperialistas; 3) a utopia de um “outro mundo possível”, fundado sobre valores comuns como liberdade, democracia participativa, justiça social e defesa do meio ambiente.
A dimensão ecológica está presente nesses três momentos: ela inspira tanto a revolta contra um sistema que conduz a humanidade a um trágico impasse, quanto um conjunto de propostas precisas – moratória sobre os OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), desenvolvimento de transportes coletivos gratuitos –, bem como a utopia de uma sociedade vivendo em harmonia com os ecossistemas, esboçada pelos documentos do movimento. Isso não quer dizer que não existam contradições, fruto tanto da resistência de setores do sindicalismo às reivindicações ecológicas, percebidas como uma “ameaça ao emprego”, quanto da natureza míope e pouco social de algumas organizações ecológicas. Mas uma das características mais positivas dos Fóruns Sociais, e do altermundialismo em seu conjunto, é a possibilidade do encontro, debate, diálogo e da aprendizagem recíproca de diferentes tipos de movimentos.
É preciso acrescentar que o próprio movimento ecológico está longe de ser homogêneo: é muito diverso e contem um espectro que vai desde ONGs moderadas habituadas ao lobby como forma de pressão, até os movimentos combativos inseridos num trabalho de base militante; da gestão “realista” do Estado (no nível local ou nacional) às lutas que colocam em questão a lógica do sistema; da correção dos “excessos” da economia de mercado às iniciativas de orientação ecossocialista.
Essa heterogeneidade caracteriza, diga-se de passagem, todo o movimento altermundialista, mesmo com a predominância de uma sensibilidade anticapitalista, sobretudo na América Latina. É a razão pela qual o Fórum Social Mundial, precioso lugar de encontro – como explica tão bem nosso amigo Chico Whitaker – onde diferentes iniciativas podem fincar raízes, não pode se tornar um movimento sociopolítico estruturado, com uma “linha” comum, resoluções adotadas por maioria etc.
É importante sublinhar que a presença da ecologia no “movimento dos movimentos” não se limita às organizações ecológicas – Greenpeace, WWF, entre outras. Ela se torna cada vez mais uma dimensão levada em conta, na ação e reflexão, por diferentes movimentos sociais, camponeses, indígenas, feministas, religiosos (Teologia da Libertação).
Um exemplo impressionante dessa integração “orgânica” das questões ecológicas por outros movimentos é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que, com seus camaradas da rede internacional Via Campesina, é um dos pilares do Fórum Social Mundial e do movimento altermundialista. Hostil desde sua origem ao capitalismo e sua expressão rural, o agronegócio, o MST integrou cada vez mais a dimensão ecológica no seu combate por uma reforma agrária radical e um outro modelo de agricultura. Durante a celebração do vigésimo aniversário do movimento, no Rio de Janeiro em 2005, o documento dos organizadores declarava: nosso sonho de “um mundo igualitário, que socialize as riquezas materiais e culturais”, um novo caminho para a sociedade, “fundado na igualdade entre os seres humanos e nos princípios ecológicos”.
Isto se traduziu nas ações – por diversas vezes à margem da “legalidade” – do MST contra os OGMs, o que é tanto um combate contra a tentativa das multinacionais – Monsanto, Syngenta – de controlar totalmente as sementes, submetendo os camponeses à sua dominação, como uma luta contra um fator de poluição e contaminação incontrolável do campo. Assim, graças a uma ocupação “selvagem”, o MST obteve em 2006 a expropriação do campo de milho e soja transgênicos da Syngenta Seeds no Estado do Paraná, que se tornou o assentamento camponês Terra Livre. É preciso mencionar também seu enfrentamento às multinacionais de celulose que multiplicam, sobre centenas de milhares de hectares, verdadeiros “desertos verdes”, florestas de eucaliptos (monocultura) que secam todas as fontes d’água e destroem toda a biodiversidade. Esses combates são inseparáveis, para os quadros e ativistas do MST, de uma perspectiva anticapitalista radical.
As cooperativas agrícolas do MST desenvolvem, cada vez mais, uma agricultura biologicamente preocupada com a biodiversidade e com o meio ambiente em geral, constituindo assim exemplos concretos de uma forma de produção alternativa. Em julho de 2007, o MST e seus parceiros do movimento Via Campesina organizaram em Curitiba uma Jornada de Agroecologia, com a presença de centenas de delegados, engenheiros agrônomos, universitários e teólogos da libertação (Leonardo Boff, Frei Betto).
Naturalmente, essas experiências de luta não se limitam ao Brasil, sendo encontradas sob formas diferentes em muitos outros países, não apenas no Terceiro Mundo, constituindo-se numa parte significativa do arsenal combativo do altermundialismo e da nova cultura cosmopolítica da qual ele é um dos portadores.
* * *
O fracasso retumbante da Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, de dezembro de 2009, confirma mais uma vez, para quem ainda tinha dúvidas, a incapacidade de governos à serviço dos interesses do capital em enfrentar o problema. Em vez de um acordo internacional obrigatório, com reduções substanciais de emissões de gazes com efeito estufa nos países industrializados – um mínimo de 40% seria necessário – seguida de medidas mais modestas nos países emergentes (China, Índia, Brasil), os Estados Unidos impuseram, com o apoio da Europa e a cumplicidade da China, uma “declaração” completamente vazia, que faz senão reiterar o óbvio : precisamos impedir que a temperatura do planeta suba mais de 2°C.
A única esperança é o movimento social, altermundialista e ecológico, que se expressou em Copenhagen numa grande manifestação de rua – 100 mil pessoas – com o apoio de Evo Morales, cujas declarações anticapitalistas sem ambiguidades foram uma das poucas expressões criticas na conferencia “oficial”. Os manifestantes, assim como o Fórum alternativo KlimaForum, levantaram a palavra de ordem “Mudemos o sistema, não o clima!” Evo Morales convocou um encontro de governos progressistas e movimentos sociais em Cochabamba (abril de 2010) com o objetivo de organizar a luta para salvar a Mãe-Terra, a Pacha-Mama, da destruição capitalista.
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16632
segunda-feira, 10 de maio de 2010
GUIA PARA ELABORAÇÃO DO TRABALHO DA II UNIDADE
A elaboração de um trabalho científico é um processo que percorre as seguintes fases:
1 - Escolha do assunto (no nosso caso o assunto já foi escolhido – valor da força de trabalho e jornada de trabalhao, referenciados nas afirmações de Karl Marx);
2 Pesquisa bibliográfica: Uso de bibliotecas, de centros de documentação, consulta a professores, consulta a internet e reflexão sobre os comentários feitos em sala de aula;
3 Documentação crítica: trata-se da leitura e fichamento dos textos escolhidos a partir do seguinte roteiro de leitura:
A) Verifique quem é o autor? (identifique dados bibliográficos, personalidade, ambiente, se possível);
B) Identifique os objetivos de cada texto e veja as convergências e divergências entre eles
C) Perceba a argumentação apresentada pelos autores e faça as devidas comparações. Para construir o texto o autor lança mão de vários recursos. Ele pesquisa, compara, usa um determinado tipo de linguagem, ilustra, enfim, em toda obra é possível perceber o procedimento metodológico utilizado pelo autor. Assim sendo, você deverá descrever quais os procedimentos metodológicos utilizados pelos autores para elaborar seus respectivos textos.
D) Registre as principais idéias de cada texto. Não basta citar os títulos das seções, deve sintetizar o conteúdo das idéias e categorias apresentadas. Contudo, a atividade não consiste em copiar todo o texto ou maior parte dele. Você deverá destacar as principais idéias e informações, preferencialmente, com suas próprias palavras, utilizando citações (devidamente colocadas), se for sua opção
4) Construção/ Redação: consiste na elaboração do trabalho propriamente dito, deve constar das seguintes partes: introdução, desenvolvimento e conclusão:
INTRODUÇÃO:
é a primeira aparecer no trabalho, mas a última a ser redigida. Deve conter os seguintes tópicos:
1. Expor as razões que levaram você escrever (objetivo do seu texto);
2. Referir-se ao quadro teórico em que se fundamenta o trabalho;
3. Apresentar o “estado da questão” ou formulação do problema e da hipótese;
4. Orientar o leitor sobre o assunto a ser abordado e como esse assunto vai ser trabalhado (metodologia que você utilizou).
DESENVOLVIMENTO:
para redigir o desenvolvimento é preciso atentar para a lógica da exposição e para as características de todo o trabalho científico escrito: objetividade, clareza, simplicidade.
O desenvolvimento é parte do texto onde você expõe suas idéias. Aqui você deve responder a problemática que guia o seu texto ( no caso deste trabalho, a forma de abordagem da história do pensamento econômico), visando alcançar os objetivos elencados. Para tanto, você deve organizar o texto em partes e itens, mantendo seqüência e coesão na exposição.
Um trabalho científico não consiste em copiar e sim sistematizar as várias visões observadas nos textos de história do pensamento econômico, passo que você deve ter elaborado na fase da documentação crítica.
O método mais usual para confecção do desenvolvimento é o seguinte: exposição do estado da questão (como os textos enfocam a história do pensamento econômico), apresentação das convergências e divergências, para em seguida fazer seus comentários apresentando sua concordância ou não e a respectiva justificativa.
CONCLUSÃO (CONSIDERAÇÕES PESSOAIS):
Aqui, é chegada a hora de você dizer o que pensa sobre a temática do trabalho (a forma de abordagem da história do pensamento econômico). Qual a sua posição sobre os caminhos utilizados pelos autores.
Não basta registrar que o texto é interessante e contribuiu muito para o seu aprendizado. Você tem que registrar o porque ele é ou não interessante e de que forma os textos contribuíram para sua formação.
Os trabalhos deverão ser apresentados no seguinte formato:
Editor de texto
Word do Office 97 ou posterior.
Configuração das páginas
Tamanho do papel: A4 ( 29,7 x 21 cm )
Margens: superior 3 cm
Margens: inferior 2 cm
Margens: esquerda 3 cm
Margens: direita 2 cm
Fonte do texto: Times New Roman, corpo 12
Espaçamentos:1,5 (entre linhas).
Número de páginas: Mínimo de 09 (nove), máximo de 16 (dezesseis), incluindo ilustrações, bibliografia.
CAPA CONTRA-CAPA
1 - Escolha do assunto (no nosso caso o assunto já foi escolhido – valor da força de trabalho e jornada de trabalhao, referenciados nas afirmações de Karl Marx);
2 Pesquisa bibliográfica: Uso de bibliotecas, de centros de documentação, consulta a professores, consulta a internet e reflexão sobre os comentários feitos em sala de aula;
3 Documentação crítica: trata-se da leitura e fichamento dos textos escolhidos a partir do seguinte roteiro de leitura:
A) Verifique quem é o autor? (identifique dados bibliográficos, personalidade, ambiente, se possível);
B) Identifique os objetivos de cada texto e veja as convergências e divergências entre eles
C) Perceba a argumentação apresentada pelos autores e faça as devidas comparações. Para construir o texto o autor lança mão de vários recursos. Ele pesquisa, compara, usa um determinado tipo de linguagem, ilustra, enfim, em toda obra é possível perceber o procedimento metodológico utilizado pelo autor. Assim sendo, você deverá descrever quais os procedimentos metodológicos utilizados pelos autores para elaborar seus respectivos textos.
D) Registre as principais idéias de cada texto. Não basta citar os títulos das seções, deve sintetizar o conteúdo das idéias e categorias apresentadas. Contudo, a atividade não consiste em copiar todo o texto ou maior parte dele. Você deverá destacar as principais idéias e informações, preferencialmente, com suas próprias palavras, utilizando citações (devidamente colocadas), se for sua opção
4) Construção/ Redação: consiste na elaboração do trabalho propriamente dito, deve constar das seguintes partes: introdução, desenvolvimento e conclusão:
INTRODUÇÃO:
é a primeira aparecer no trabalho, mas a última a ser redigida. Deve conter os seguintes tópicos:
1. Expor as razões que levaram você escrever (objetivo do seu texto);
2. Referir-se ao quadro teórico em que se fundamenta o trabalho;
3. Apresentar o “estado da questão” ou formulação do problema e da hipótese;
4. Orientar o leitor sobre o assunto a ser abordado e como esse assunto vai ser trabalhado (metodologia que você utilizou).
DESENVOLVIMENTO:
para redigir o desenvolvimento é preciso atentar para a lógica da exposição e para as características de todo o trabalho científico escrito: objetividade, clareza, simplicidade.
O desenvolvimento é parte do texto onde você expõe suas idéias. Aqui você deve responder a problemática que guia o seu texto ( no caso deste trabalho, a forma de abordagem da história do pensamento econômico), visando alcançar os objetivos elencados. Para tanto, você deve organizar o texto em partes e itens, mantendo seqüência e coesão na exposição.
Um trabalho científico não consiste em copiar e sim sistematizar as várias visões observadas nos textos de história do pensamento econômico, passo que você deve ter elaborado na fase da documentação crítica.
O método mais usual para confecção do desenvolvimento é o seguinte: exposição do estado da questão (como os textos enfocam a história do pensamento econômico), apresentação das convergências e divergências, para em seguida fazer seus comentários apresentando sua concordância ou não e a respectiva justificativa.
CONCLUSÃO (CONSIDERAÇÕES PESSOAIS):
Aqui, é chegada a hora de você dizer o que pensa sobre a temática do trabalho (a forma de abordagem da história do pensamento econômico). Qual a sua posição sobre os caminhos utilizados pelos autores.
Não basta registrar que o texto é interessante e contribuiu muito para o seu aprendizado. Você tem que registrar o porque ele é ou não interessante e de que forma os textos contribuíram para sua formação.
Os trabalhos deverão ser apresentados no seguinte formato:
Editor de texto
Word do Office 97 ou posterior.
Configuração das páginas
Tamanho do papel: A4 ( 29,7 x 21 cm )
Margens: superior 3 cm
Margens: inferior 2 cm
Margens: esquerda 3 cm
Margens: direita 2 cm
Fonte do texto: Times New Roman, corpo 12
Espaçamentos:1,5 (entre linhas).
Número de páginas: Mínimo de 09 (nove), máximo de 16 (dezesseis), incluindo ilustrações, bibliografia.
CAPA CONTRA-CAPA
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Salário mínimo nominal e necessário
Período
Salário mínimo nominal
Salário mínimo necessário
2010
Março
R$ 510,00
R$ 2.159,65
Fevereiro
R$ 510,00
R$ 2.003,30
Janeiro
R$ 510,00
R$ 1.987,26
2009
Dezembro
R$ 465,00
R$ 1.995,91
Novembro
R$ 465,00
R$ 2.139,06
Outubro
R$ 465,00
R$ 2.085,89
Setembro
R$ 465,00
R$ 2.065,47
Agosto
R$ 465,00
R$ 2.005,07
Julho
R$ 465,00
R$ 1.994,82
Junho
R$ 465,00
R$ 2.046,99
Maio
R$ 465,00
R$ 2.045,06
Abril
R$ 465,00
R$ 1.972,64
Março
R$ 465,00
R$ 2.005,57
Fevereiro
R$ 465,00
R$ 2.075,55
Janeiro
R$ 415,00
R$ 2.077,15
2008
Dezembro
R$ 415,00
R$ 2.141,08
Novembro
R$ 415,00
R$ 2.007,84
Outubro
R$ 415,00
R$ 2.014,73
Setembro
R$ 415,00
R$ 1.971,55
Agosto
R$ 415,00
R$ 2.025,99
Julho
R$ 415,00
R$ 2.178,30
Junho
R$ 415,00
R$ 2.072,70
Maio
R$ 415,00
R$ 1.987,51
Abril
R$ 415,00
R$ 1.918,12
Março
R$ 415,00
R$ 1.881,32
Fevereiro
R$ 380,00
R$ 1.900,31
Janeiro
R$ 380,00
R$ 1.924,59
2007
Dezembro
R$ 380,00
R$ 1.803,11
Novembro
R$ 380,00
R$ 1.726,24
Outubro
R$ 380,00
R$ 1.797,56
Setembro
R$ 380,00
R$ 1.737,16
Agosto
R$ 380,00
R$ 1.733,88
Julho
R$ 380,00
R$ 1.688,35
Junho
R$ 380,00
R$ 1.628,96
Maio
R$ 380,00
R$ 1.620,64
Abril
R$ 380,00
R$ 1.672,56
Março
R$ 350,00
R$ 1.620,89
Fevereiro
R$ 350,00
R$ 1.562,25
Janeiro
R$ 350,00
R$ 1.565,61
2006
Dezembro
R$ 350,00
R$ 1.564,52
Novembro
R$ 350,00
R$ 1.613,08
Outubro
R$ 350,00
R$ 1.510,00
Setembro
R$ 350,00
R$ 1.492,69
Agosto
R$ 350,00
R$ 1.442,62
Julho
R$ 350,00
R$ 1.436,74
Junho
R$ 350,00
R$ 1.447,58
Maio
R$ 350,00
R$ 1.503,70
Abril
R$ 350,00
R$ 1.536,96
Março
R$ 300,00
R$ 1.489,33
Fevereiro
R$ 300,00
R$ 1.474,71
Janeiro
R$ 300,00
R$ 1.496,56
2005
Dezembro
R$ 300,00
R$ 1.607,11
Novembro
R$ 300,00
R$ 1.551,41
Outubro
R$ 300,00
R$ 1.468,24
Setembro
R$ 300,00
R$ 1.458,42
Agosto
R$ 300,00
R$ 1.471,18
Julho
R$ 300,00
R$ 1.497,23
Junho
R$ 300,00
R$ 1.538,56
Maio
R$ 300,00
R$ 1.588,80
Abril
R$ 260,00
R$ 1.538,64
Março
R$ 260,00
R$ 1.477,49
Fevereiro
R$ 260,00
R$ 1.474,96
Janeiro
R$ 260,00
R$ 1.452,28
Salário mínimo nominal: salário mínimo vigente.
Salário mínimo necessário: Salário mínimo de acordo com o preceito constitucional "salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim" (Constituição da República Federativa do Brasil, capítulo II, Dos Direitos Sociais, artigo 7º, inciso IV). Foi considerado em cada Mês o maior valor da ração essencial das localidades pesquisadas. A família considerada é de dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto. Ponderando-se o gasto familiar, chegamos ao salário mínimo necessário.
Salário mínimo nominal
Salário mínimo necessário
2010
Março
R$ 510,00
R$ 2.159,65
Fevereiro
R$ 510,00
R$ 2.003,30
Janeiro
R$ 510,00
R$ 1.987,26
2009
Dezembro
R$ 465,00
R$ 1.995,91
Novembro
R$ 465,00
R$ 2.139,06
Outubro
R$ 465,00
R$ 2.085,89
Setembro
R$ 465,00
R$ 2.065,47
Agosto
R$ 465,00
R$ 2.005,07
Julho
R$ 465,00
R$ 1.994,82
Junho
R$ 465,00
R$ 2.046,99
Maio
R$ 465,00
R$ 2.045,06
Abril
R$ 465,00
R$ 1.972,64
Março
R$ 465,00
R$ 2.005,57
Fevereiro
R$ 465,00
R$ 2.075,55
Janeiro
R$ 415,00
R$ 2.077,15
2008
Dezembro
R$ 415,00
R$ 2.141,08
Novembro
R$ 415,00
R$ 2.007,84
Outubro
R$ 415,00
R$ 2.014,73
Setembro
R$ 415,00
R$ 1.971,55
Agosto
R$ 415,00
R$ 2.025,99
Julho
R$ 415,00
R$ 2.178,30
Junho
R$ 415,00
R$ 2.072,70
Maio
R$ 415,00
R$ 1.987,51
Abril
R$ 415,00
R$ 1.918,12
Março
R$ 415,00
R$ 1.881,32
Fevereiro
R$ 380,00
R$ 1.900,31
Janeiro
R$ 380,00
R$ 1.924,59
2007
Dezembro
R$ 380,00
R$ 1.803,11
Novembro
R$ 380,00
R$ 1.726,24
Outubro
R$ 380,00
R$ 1.797,56
Setembro
R$ 380,00
R$ 1.737,16
Agosto
R$ 380,00
R$ 1.733,88
Julho
R$ 380,00
R$ 1.688,35
Junho
R$ 380,00
R$ 1.628,96
Maio
R$ 380,00
R$ 1.620,64
Abril
R$ 380,00
R$ 1.672,56
Março
R$ 350,00
R$ 1.620,89
Fevereiro
R$ 350,00
R$ 1.562,25
Janeiro
R$ 350,00
R$ 1.565,61
2006
Dezembro
R$ 350,00
R$ 1.564,52
Novembro
R$ 350,00
R$ 1.613,08
Outubro
R$ 350,00
R$ 1.510,00
Setembro
R$ 350,00
R$ 1.492,69
Agosto
R$ 350,00
R$ 1.442,62
Julho
R$ 350,00
R$ 1.436,74
Junho
R$ 350,00
R$ 1.447,58
Maio
R$ 350,00
R$ 1.503,70
Abril
R$ 350,00
R$ 1.536,96
Março
R$ 300,00
R$ 1.489,33
Fevereiro
R$ 300,00
R$ 1.474,71
Janeiro
R$ 300,00
R$ 1.496,56
2005
Dezembro
R$ 300,00
R$ 1.607,11
Novembro
R$ 300,00
R$ 1.551,41
Outubro
R$ 300,00
R$ 1.468,24
Setembro
R$ 300,00
R$ 1.458,42
Agosto
R$ 300,00
R$ 1.471,18
Julho
R$ 300,00
R$ 1.497,23
Junho
R$ 300,00
R$ 1.538,56
Maio
R$ 300,00
R$ 1.588,80
Abril
R$ 260,00
R$ 1.538,64
Março
R$ 260,00
R$ 1.477,49
Fevereiro
R$ 260,00
R$ 1.474,96
Janeiro
R$ 260,00
R$ 1.452,28
Salário mínimo nominal: salário mínimo vigente.
Salário mínimo necessário: Salário mínimo de acordo com o preceito constitucional "salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim" (Constituição da República Federativa do Brasil, capítulo II, Dos Direitos Sociais, artigo 7º, inciso IV). Foi considerado em cada Mês o maior valor da ração essencial das localidades pesquisadas. A família considerada é de dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto. Ponderando-se o gasto familiar, chegamos ao salário mínimo necessário.
Dia do Trabalhador: trabalhar menos, para trabalhar todos
29/04/2010
O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.
Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.
A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.
Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho - uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.
Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.
Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.
Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República, diminuindo a jornada de trabalho!
Postado por Emir Sader às 06:46
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=459
O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.
Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.
A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.
Não por acaso o Primeiro de Maio, dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho - uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.
Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.
Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.
Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República, diminuindo a jornada de trabalho!
Postado por Emir Sader às 06:46
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=459
terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Apresentação do Cap II ao VII do Capital (Marx)
Cap II - O processo de Troca
Troca = uma relação social entre pessoas;
A troca na relação de valor de uso tem uma aspecto individual, enquanto valor ela tem um conteúdo social;
Equivalente geral – o dinheiro
A determinação do valor dinheiro
Cap III – O dinheiro ou a circulação de Mercadorias
1 – Medidas de Valores;
2 – Meio de circulação;
3 – Dinheiro
Medidas de valores
“ não é por meio do dinheiro que as mercadorias se tornam comensuráveis” (p. 87)
“dinheiro como medida de valor, é forma necessária de manifestação da medida imanente do valor das mercadorias: o tempo de trabalho” (p. 87
“Em sua função de medida de valor, o dinheiro serve, portanto, como dinheiro apenas imaginário ou ideal” (p.88)
Padrão de medida
“como tais quantidades de ouro, elas se comparam e medem entre si e se desenvolve tecnicamente a necessidade de relacioná-las a um quantum fixado de ouro como sua unidade de medida. Essa mesma unidade de medida, por meio de posterior divisão em partes alíquotas, é transformada em padrão de medida” (p. 89)
Funções do dinheiro
É medida de valores por ser a encarnação social do trabalho humano. Serve, dessa forma, para transformar os valores das mais variadas mercadorias em preços, em quantidades imaginárias de ouro;
Padrão de preços por ser um peso fixado em de metal, serve para medir a quantidade de ouro que é relacionada com a mercadoria
Denominações monetárias
As denominações monetárias dos pesos metálicos se desligam de sua denominações originais de peso por diferentes motivos:
1 – Introdução do dinheiro estrangeiro;
2 – com o desenvolvimento da riqueza o metal menos nobre é deslocado da função de medida de valor pelo mais nobre;
3 – Falsificação de dinheiro (inclusive pelos soberanos)
A forma preço
“A forma preço não só admite a possibilidade de incongruência quantitativa entre grandeza de valor e preço, isto é, entre a grandeza de valor e sua própria expressão monetária, mas pode encerrar uma contradição qualitativa, de modo que o preço deixa de todo de ser expressão do valor, embora dinheiro seja apenas a forma valor das mercadorias.” (p. 92)
Meio de circulação
A metamorfose das mercadorias
“o processo de circulação não se extingue como o intercâmbio direto de produtos, ao mudarem de lugar ou de mãos os valores de uso. O dinheiro não desaparece, ao sair, finalmente, da série de metamorfose de uma mercadoria. Ele sempre se deposita em algum ponto da circulação abandonado pelas mercadorias.” (p. 99)
b) Curso do dinheiro
Ficar constantemente na circulação
Quanto de dinheiro a esfera absorve?
Volume de dinheiro = ______________
c) A moeda. O signo do valor
“ Se o próprio curso do dinheiro desassocia o conteúdo real do conteúdo nominal da moeda, sua existência metálica da sua existência funcional, ele já contém latentemente a possibilidade de substituir o dinheiro metálico em sua função moeda por senhas de outro material ou por símbolos” (p.108)
3 – dinheiro
A) entesouramento;
B) meio de pagamento;
C) dinheiro mundial
Seção II - Transformação do dinheiro em capital
Cap IV – Transformação do dinheiro em capital
1 – A fórmula geral do capital;
2 – Contradições da fórmula geral;
3 – Compra e venda da força de trabalho
A circulação de mercadorias é o ponto de partida do capital. Produção de mercadorias e circulação desenvolvida de mercadorias, comércio são os pressupostos históricos sob os quais ele [o capital] surge.
O dinheiro é a primeira forma de aparição do capital
Dinheiro como dinheiro e dinheiro como capital diferenciam-se primeiro por sua forma diferente de circulação
Quais as diferenças das circulação M-D-M e D-M-D?
A primeira visa a satisfação das necessidades, o dinheiro atua como intermédiario;
A segunda visa dinheiro, a mercadoria é um meio para alcançar mais dinheiro
As contradições da fórmula geral
“A forma de circulação, pela qual o dinheiro se revela como capital, contradiz todas as leis anteriormente desenvolvidas sobre a natureza da mercadoria, do valor, do dinheiro e da própria circulação” (p. 131)
“ Mercadorias podem chegar a ser vendidas por preços que se desviam de seus valores, mas esse desvio aparece como violação da lei da troca de mercadorias. Em sua figura pura, ela é uma troca de equivalentes, portanto não um meio de enriquecer em valor “ (p. 133)
As contradições da fórmula geral
“Se mercadorias ou mercadorias e dinheiro de igual valor de troca, portanto equivalentes, são trocados, então evidentemente ninguém tira da circulação mais do nela lança. Então não ocorre nenhuma formação de mais-valia” (p. 134)
A importância da circulação na formação da mais-valia?
“ A circulação é a soma de todas as relações recíprocas dos possuidores de mercadorias. Fora da mesma o possuidor de mercadoria só está ainda em relação com sua própria mercadoria (...) É, portanto, impossível que o produtor de mercadorias, fora da esfera de circulação, sem entrar em contato com outros possuidores de mercadorias, valorize valor e, daí, transforme dinheiro ou mercadoria em capital” (p. 138)
Primeira conclusão
A grande questão?
“A transformação do dinheiro em capital tem de ser desenvolvida com base em leis imanentes ao intercambio de mercadorias, de modo que a troca de equivalentes sirva de ponto de partida” (p. 138)
Onde procurar a origem da Mais-valia?
“A transformação do dinheiro em capital tem de ser desenvolvida com base nas leis imanentes ao intercâmbio de mercadorias, de modo que a troca de equivalentes sirva de ponto de partida. Nosso possuidor de dinheiro, por enquanto ainda presente apenas como capitalista larvar, tem de comprar as mercadorias por seu valor, vendê-las por seu valor e, mesmo assim, extrair no final do processo mais valor do que lançou nele” (p. 138)
A mercadoria especial
A Força de Trabalho (FT) é a mercadoria específica que o possuidor de dinheiro procurava e vai resolver a questão, produzir valor e mais-valor sem transgredir as leis da circulação e do valor porque
“o trabalho passado que a força de trabalho contém, e o trabalho vivo que ela pode prestar, seus custos diários de manutenção e seu dispêndio diário, são duas grandezas inteiramente diferentes” (p. 159)
2 condições para que o dinheiro encontre a FT como mercadoria
1 – a FT deve ser propriedade do seu possuidor ;
2 – a possuidor estar desassociado dos Meios de Produção ao ponto que para sobreviver tenha que vender sua FT
Para transformar dinheiro em... ...
... Capital, o possuidor de dinheiro precisa encontrar, portanto, o trabalhador livre no mercado de mercadorias, livre no duplo sentido de que ele dispõe, como pessoa livre, de sua força de trabalho como sua mercadoria, e de que ele, por outro lado, não tem outras mercadorias para vender, solto e solteiro, livre de todas as coisas necessárias à realização de sua força de trabalho.” (p. 140)
Como é determinado o valor da FT?
“É determinado pelo tempo de trabalho necessário à produção, portanto também reprodução, desse artigo específico (...) Para sua manutenção, o indivíduo precisa de certa soma de meios de subsistência. O tempo de trabalho necessário à produção desses meios de subsistência ou o valor da força de trabalho necessário é o valor dos meios de subsistência necessários à manutenção do seu possuidor” ( p. 141)
A determinação cultural do valor da FT
“ o âmbito das assim chamadas necessidades básicas, assim como o modo de sua satisfação, é ele mesmo um produto histórico e depende, por isso, grandemente do nível cultural de um país, entre outras coisas também essencialmente sob que condições, e, portanto, com que hábitos e aspirações de vida, se constitui a classe dos trabalhadores livres. Em antítese ás outras mercadorias, a determinação do valor da FT contém, por conseguinte, um elemento histórico e moral” (p. 141)
O valor da FT
Deve incluir as necessidades de manutenção dos filhos;
Os custos de formação da FT
Como funciona o dinheiro na compra de FT?
No caso das mercadorias o dinheiro funciona como meio de pagamento pois só se paga ao trabalhador após a jornada de trabalho
A origem da mais-valia
“O processo de consumo da força de trabalho (FT) é, simultaneamente, o processo de produção de mercadoria e de mais-valia” (p.144)
“O consumo da força de trabalho, como o consumo de qualquer outra mercadoria ocorre fora do mercado ou da esfera de circulação” (p.144)
A origem da mais -valia
A diferença entre D e D’ é a mais-valia
A circulação não gera mais-valia, mas etapa necessária para o processo de criação
A mais-valia é criada no processo de produção
CAP V – Processo de Trabalho
A utilização da FT é o próprio trabalho. O comprador da força de trabalho a consome ao fazer trabalhar o vendedor dela.
O processo de trabalho deve ser considerado de início independente de qualquer forma social determinada
O que é trabalho?
Qual a distinção entre o trabalho humano e o trabalho animal?
Quais os elementos simples do processo de trabalho
Qual a peculiaridade do processo de trabalho sob o julgo do capital?
“O trabalhador trabalha sob o controle do capitalista (....) O capitalista cuida de que o trabalho se realize em ordem e os meios de produção sejam empregados conforme seus fins, portanto, que não seja desperdiçada matéria-prima e que o instrumento de trabalho seja preservado.” (p. 154)
O produto é propriedade do capitalista e não do produtor direto
O processo de valorização
O Objetivo do capitalista é:
Produzir um valor de uso que tenha valor de troca, um artigo destinado para venda;
Ele quer produzir uma mercadoria cujo valor seja mais alto que a soma dos valores das mercadorias exigidas para produzi-la, para as quais adiantou um bom dinheiro
Quer produzir valor de uso, valor e mais-valia
Dinheiro transforma-se em Capital
O valor da ft e sua valorização no processo de trabalho são, portanto, duas grandezas distintas
O trabalhador encontra na oficina os meios de produção necessários para um processo de trabalho não de 6 horas, mas de 12 horas
Capital constante
Todos os instrumentos, máquinas, prédios e matérias-primas – todos eles representando meios não-humanos de produção. Era chamado de constante porque estas mercadorias só transferiam seu próprio valor ao valor do produto final. Daí o fato de o valor incorporado a estes meios de produção permanecer constante, quando transmitido a um produto.” (Hunt, 1989, p. 236)
Matérias auxiliares e meios de trabalho
“Matéria-prima constitui a substãncia do produto, mas mudou a sua forma. Matéria-prima e matérias auxiliares perdem, portanto, a figura independente com que entram no processo de trabalho como valores de uso. Isso é diferente com os meios de trabalho propriamente ditos” (p. 167)
Capital variável
Definido como a força de trabalho que o capitalista comprava.
Tempo de trabalho necessário e excedente
“A parte da jornada de trabalho, portanto, em que sucede essa reprodução, eu chamo de tempo de trabalho necessário, e de trabalho necessário o trabalho despendido durante esse tempo. Necessário ao trabalhador, por ser independente da forma social de seu trabalho” (p. 176)
“O Segundo período do processo de trabalho em que o trabalhador labuta além dos limites do trabalho necessário, embora lhe custe trabalho, dispêndio de força de trabalho, não cria para ele nenhum valor. Ela gera a mais-valia que sorri ao capitalista com todo o encanto de uma criação do nada. Essa parte da jornada de trabalho chamo de trabalho excedente, o trabalho despendido nela: mais trabalho” (p. 176)
Taxa de mais-valia
Uma expressão exata do grau de exploração da força de trabalho pelo capital ou do trabalhador pelo capitalista
Tx de Mais-valia = ________ ou
Tx de Mais-valia = _________
Troca = uma relação social entre pessoas;
A troca na relação de valor de uso tem uma aspecto individual, enquanto valor ela tem um conteúdo social;
Equivalente geral – o dinheiro
A determinação do valor dinheiro
Cap III – O dinheiro ou a circulação de Mercadorias
1 – Medidas de Valores;
2 – Meio de circulação;
3 – Dinheiro
Medidas de valores
“ não é por meio do dinheiro que as mercadorias se tornam comensuráveis” (p. 87)
“dinheiro como medida de valor, é forma necessária de manifestação da medida imanente do valor das mercadorias: o tempo de trabalho” (p. 87
“Em sua função de medida de valor, o dinheiro serve, portanto, como dinheiro apenas imaginário ou ideal” (p.88)
Padrão de medida
“como tais quantidades de ouro, elas se comparam e medem entre si e se desenvolve tecnicamente a necessidade de relacioná-las a um quantum fixado de ouro como sua unidade de medida. Essa mesma unidade de medida, por meio de posterior divisão em partes alíquotas, é transformada em padrão de medida” (p. 89)
Funções do dinheiro
É medida de valores por ser a encarnação social do trabalho humano. Serve, dessa forma, para transformar os valores das mais variadas mercadorias em preços, em quantidades imaginárias de ouro;
Padrão de preços por ser um peso fixado em de metal, serve para medir a quantidade de ouro que é relacionada com a mercadoria
Denominações monetárias
As denominações monetárias dos pesos metálicos se desligam de sua denominações originais de peso por diferentes motivos:
1 – Introdução do dinheiro estrangeiro;
2 – com o desenvolvimento da riqueza o metal menos nobre é deslocado da função de medida de valor pelo mais nobre;
3 – Falsificação de dinheiro (inclusive pelos soberanos)
A forma preço
“A forma preço não só admite a possibilidade de incongruência quantitativa entre grandeza de valor e preço, isto é, entre a grandeza de valor e sua própria expressão monetária, mas pode encerrar uma contradição qualitativa, de modo que o preço deixa de todo de ser expressão do valor, embora dinheiro seja apenas a forma valor das mercadorias.” (p. 92)
Meio de circulação
A metamorfose das mercadorias
“o processo de circulação não se extingue como o intercâmbio direto de produtos, ao mudarem de lugar ou de mãos os valores de uso. O dinheiro não desaparece, ao sair, finalmente, da série de metamorfose de uma mercadoria. Ele sempre se deposita em algum ponto da circulação abandonado pelas mercadorias.” (p. 99)
b) Curso do dinheiro
Ficar constantemente na circulação
Quanto de dinheiro a esfera absorve?
Volume de dinheiro = ______________
c) A moeda. O signo do valor
“ Se o próprio curso do dinheiro desassocia o conteúdo real do conteúdo nominal da moeda, sua existência metálica da sua existência funcional, ele já contém latentemente a possibilidade de substituir o dinheiro metálico em sua função moeda por senhas de outro material ou por símbolos” (p.108)
3 – dinheiro
A) entesouramento;
B) meio de pagamento;
C) dinheiro mundial
Seção II - Transformação do dinheiro em capital
Cap IV – Transformação do dinheiro em capital
1 – A fórmula geral do capital;
2 – Contradições da fórmula geral;
3 – Compra e venda da força de trabalho
A circulação de mercadorias é o ponto de partida do capital. Produção de mercadorias e circulação desenvolvida de mercadorias, comércio são os pressupostos históricos sob os quais ele [o capital] surge.
O dinheiro é a primeira forma de aparição do capital
Dinheiro como dinheiro e dinheiro como capital diferenciam-se primeiro por sua forma diferente de circulação
Quais as diferenças das circulação M-D-M e D-M-D?
A primeira visa a satisfação das necessidades, o dinheiro atua como intermédiario;
A segunda visa dinheiro, a mercadoria é um meio para alcançar mais dinheiro
As contradições da fórmula geral
“A forma de circulação, pela qual o dinheiro se revela como capital, contradiz todas as leis anteriormente desenvolvidas sobre a natureza da mercadoria, do valor, do dinheiro e da própria circulação” (p. 131)
“ Mercadorias podem chegar a ser vendidas por preços que se desviam de seus valores, mas esse desvio aparece como violação da lei da troca de mercadorias. Em sua figura pura, ela é uma troca de equivalentes, portanto não um meio de enriquecer em valor “ (p. 133)
As contradições da fórmula geral
“Se mercadorias ou mercadorias e dinheiro de igual valor de troca, portanto equivalentes, são trocados, então evidentemente ninguém tira da circulação mais do nela lança. Então não ocorre nenhuma formação de mais-valia” (p. 134)
A importância da circulação na formação da mais-valia?
“ A circulação é a soma de todas as relações recíprocas dos possuidores de mercadorias. Fora da mesma o possuidor de mercadoria só está ainda em relação com sua própria mercadoria (...) É, portanto, impossível que o produtor de mercadorias, fora da esfera de circulação, sem entrar em contato com outros possuidores de mercadorias, valorize valor e, daí, transforme dinheiro ou mercadoria em capital” (p. 138)
Primeira conclusão
A grande questão?
“A transformação do dinheiro em capital tem de ser desenvolvida com base em leis imanentes ao intercambio de mercadorias, de modo que a troca de equivalentes sirva de ponto de partida” (p. 138)
Onde procurar a origem da Mais-valia?
“A transformação do dinheiro em capital tem de ser desenvolvida com base nas leis imanentes ao intercâmbio de mercadorias, de modo que a troca de equivalentes sirva de ponto de partida. Nosso possuidor de dinheiro, por enquanto ainda presente apenas como capitalista larvar, tem de comprar as mercadorias por seu valor, vendê-las por seu valor e, mesmo assim, extrair no final do processo mais valor do que lançou nele” (p. 138)
A mercadoria especial
A Força de Trabalho (FT) é a mercadoria específica que o possuidor de dinheiro procurava e vai resolver a questão, produzir valor e mais-valor sem transgredir as leis da circulação e do valor porque
“o trabalho passado que a força de trabalho contém, e o trabalho vivo que ela pode prestar, seus custos diários de manutenção e seu dispêndio diário, são duas grandezas inteiramente diferentes” (p. 159)
2 condições para que o dinheiro encontre a FT como mercadoria
1 – a FT deve ser propriedade do seu possuidor ;
2 – a possuidor estar desassociado dos Meios de Produção ao ponto que para sobreviver tenha que vender sua FT
Para transformar dinheiro em... ...
... Capital, o possuidor de dinheiro precisa encontrar, portanto, o trabalhador livre no mercado de mercadorias, livre no duplo sentido de que ele dispõe, como pessoa livre, de sua força de trabalho como sua mercadoria, e de que ele, por outro lado, não tem outras mercadorias para vender, solto e solteiro, livre de todas as coisas necessárias à realização de sua força de trabalho.” (p. 140)
Como é determinado o valor da FT?
“É determinado pelo tempo de trabalho necessário à produção, portanto também reprodução, desse artigo específico (...) Para sua manutenção, o indivíduo precisa de certa soma de meios de subsistência. O tempo de trabalho necessário à produção desses meios de subsistência ou o valor da força de trabalho necessário é o valor dos meios de subsistência necessários à manutenção do seu possuidor” ( p. 141)
A determinação cultural do valor da FT
“ o âmbito das assim chamadas necessidades básicas, assim como o modo de sua satisfação, é ele mesmo um produto histórico e depende, por isso, grandemente do nível cultural de um país, entre outras coisas também essencialmente sob que condições, e, portanto, com que hábitos e aspirações de vida, se constitui a classe dos trabalhadores livres. Em antítese ás outras mercadorias, a determinação do valor da FT contém, por conseguinte, um elemento histórico e moral” (p. 141)
O valor da FT
Deve incluir as necessidades de manutenção dos filhos;
Os custos de formação da FT
Como funciona o dinheiro na compra de FT?
No caso das mercadorias o dinheiro funciona como meio de pagamento pois só se paga ao trabalhador após a jornada de trabalho
A origem da mais-valia
“O processo de consumo da força de trabalho (FT) é, simultaneamente, o processo de produção de mercadoria e de mais-valia” (p.144)
“O consumo da força de trabalho, como o consumo de qualquer outra mercadoria ocorre fora do mercado ou da esfera de circulação” (p.144)
A origem da mais -valia
A diferença entre D e D’ é a mais-valia
A circulação não gera mais-valia, mas etapa necessária para o processo de criação
A mais-valia é criada no processo de produção
CAP V – Processo de Trabalho
A utilização da FT é o próprio trabalho. O comprador da força de trabalho a consome ao fazer trabalhar o vendedor dela.
O processo de trabalho deve ser considerado de início independente de qualquer forma social determinada
O que é trabalho?
Qual a distinção entre o trabalho humano e o trabalho animal?
Quais os elementos simples do processo de trabalho
Qual a peculiaridade do processo de trabalho sob o julgo do capital?
“O trabalhador trabalha sob o controle do capitalista (....) O capitalista cuida de que o trabalho se realize em ordem e os meios de produção sejam empregados conforme seus fins, portanto, que não seja desperdiçada matéria-prima e que o instrumento de trabalho seja preservado.” (p. 154)
O produto é propriedade do capitalista e não do produtor direto
O processo de valorização
O Objetivo do capitalista é:
Produzir um valor de uso que tenha valor de troca, um artigo destinado para venda;
Ele quer produzir uma mercadoria cujo valor seja mais alto que a soma dos valores das mercadorias exigidas para produzi-la, para as quais adiantou um bom dinheiro
Quer produzir valor de uso, valor e mais-valia
Dinheiro transforma-se em Capital
O valor da ft e sua valorização no processo de trabalho são, portanto, duas grandezas distintas
O trabalhador encontra na oficina os meios de produção necessários para um processo de trabalho não de 6 horas, mas de 12 horas
Capital constante
Todos os instrumentos, máquinas, prédios e matérias-primas – todos eles representando meios não-humanos de produção. Era chamado de constante porque estas mercadorias só transferiam seu próprio valor ao valor do produto final. Daí o fato de o valor incorporado a estes meios de produção permanecer constante, quando transmitido a um produto.” (Hunt, 1989, p. 236)
Matérias auxiliares e meios de trabalho
“Matéria-prima constitui a substãncia do produto, mas mudou a sua forma. Matéria-prima e matérias auxiliares perdem, portanto, a figura independente com que entram no processo de trabalho como valores de uso. Isso é diferente com os meios de trabalho propriamente ditos” (p. 167)
Capital variável
Definido como a força de trabalho que o capitalista comprava.
Tempo de trabalho necessário e excedente
“A parte da jornada de trabalho, portanto, em que sucede essa reprodução, eu chamo de tempo de trabalho necessário, e de trabalho necessário o trabalho despendido durante esse tempo. Necessário ao trabalhador, por ser independente da forma social de seu trabalho” (p. 176)
“O Segundo período do processo de trabalho em que o trabalhador labuta além dos limites do trabalho necessário, embora lhe custe trabalho, dispêndio de força de trabalho, não cria para ele nenhum valor. Ela gera a mais-valia que sorri ao capitalista com todo o encanto de uma criação do nada. Essa parte da jornada de trabalho chamo de trabalho excedente, o trabalho despendido nela: mais trabalho” (p. 176)
Taxa de mais-valia
Uma expressão exata do grau de exploração da força de trabalho pelo capital ou do trabalhador pelo capitalista
Tx de Mais-valia = ________ ou
Tx de Mais-valia = _________
Exercício 3
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB
Colegiado do Curso de Ciências Econômicas – CCE
Professor: Gildásio Santana Junior
Período Letivo: 2010.1 15/04/2010
Exercícios
1. Discorra sobre as seguintes fórmulas: M-D-M, D-M-D, D-M-D' e
D-M....P.... M'-D'
2.Para a fabricação de dez toneladas de fio que será vendido no mercado por R$ 15,00, precisa-se de matéria-prima (10 toneladas de algodão, ao custo de R$ 10,00), meios de trabalhos e força de trabalho. Suponhamos que a massa de fusos desgastada no processamento do algodão representa, para nós, todos os outros meios de trabalhos empregados (custe R$ 2,00). A relação técnica de produção indica que em 1 hora se fia 1 2/3 tonelada de fio. Considerando ainda que o custo da FT é de R$ 3,00 por uma jornada de trabalho de 12 h, qual a mais valia gerada no processo de produção? Justifique a sua
3.Quais as funções do dinheiro segundo Marx?
4.Quais as contradições da fórmula geral de circulação de mercadorias?
5.Explique o seguinte paradoxo: ““ Capital não pode, portanto, originar-se da circulação e, tampouco, pode não originar-se da circulação. Deve, ao mesmo tempo, originar-se e não se originar dela” (p. 138)
6.Quais as condições sócio-históricas que tem de acontecer para que o dinheiro (capital) encontre a força de trabalho disponível no mercado?
7.Como é formado o valor da força de trabalho?
8.Qual a distinção do trabalho humano para o trabalho animal?
9.Qual a peculiaridade do processo de trabalho sob o jugo do capital?
10.Em que consiste o processo de valorização do capital?
Colegiado do Curso de Ciências Econômicas – CCE
Professor: Gildásio Santana Junior
Período Letivo: 2010.1 15/04/2010
Exercícios
1. Discorra sobre as seguintes fórmulas: M-D-M, D-M-D, D-M-D' e
D-M....P.... M'-D'
2.Para a fabricação de dez toneladas de fio que será vendido no mercado por R$ 15,00, precisa-se de matéria-prima (10 toneladas de algodão, ao custo de R$ 10,00), meios de trabalhos e força de trabalho. Suponhamos que a massa de fusos desgastada no processamento do algodão representa, para nós, todos os outros meios de trabalhos empregados (custe R$ 2,00). A relação técnica de produção indica que em 1 hora se fia 1 2/3 tonelada de fio. Considerando ainda que o custo da FT é de R$ 3,00 por uma jornada de trabalho de 12 h, qual a mais valia gerada no processo de produção? Justifique a sua
3.Quais as funções do dinheiro segundo Marx?
4.Quais as contradições da fórmula geral de circulação de mercadorias?
5.Explique o seguinte paradoxo: ““ Capital não pode, portanto, originar-se da circulação e, tampouco, pode não originar-se da circulação. Deve, ao mesmo tempo, originar-se e não se originar dela” (p. 138)
6.Quais as condições sócio-históricas que tem de acontecer para que o dinheiro (capital) encontre a força de trabalho disponível no mercado?
7.Como é formado o valor da força de trabalho?
8.Qual a distinção do trabalho humano para o trabalho animal?
9.Qual a peculiaridade do processo de trabalho sob o jugo do capital?
10.Em que consiste o processo de valorização do capital?
terça-feira, 13 de abril de 2010
Resenha do livro de Gerald Cohen
Gerald Cohen: Em busca de uma alternativa socialista
“O Socialismo”, disse Albert Einstein, é a tentativa da humanidade “superar e sobrepujar a fase predatória da evolução humana”; e, para Gerald. A. Cohen, “todo mercado (...) é um sistema predatório”. Essa é a essência do último livro de Cohen, considerado pelo The Guardian como o maior filósofo político marxista dos nossos dias. O propósito do autor, que morreu em agosto de 2009, é assentar o que chama de as bases “preliminares” - uma tentativa que, afinal, bem poderia chegar a ser derrotada por realidades inexoráveis – de uma alternativa socialista.
Ellen Wood - Sin Permiso
Ellen Melksins Wood resenha o livro póstumo de Gerald A. Cohen “Why not Socialism?” (Princeton, 83 pgs, ISBN 978 0 691 143613).
“O Socialismo”, disse Albert Einstein, é a tentativa da humanidade “superar e sobrepujar a fase predatória da evolução humana”; e, para Gerald. A. Cohen, “todo mercado (...) é um sistema predatório”. Tal é a essência de seu último livro, breve porém incisivo e elegantemente escrito (Cohen morreu em agosto passado). Seu propósito é assentar o que chama de as bases “preliminares” - uma tentativa que, afinal, bem poderia chegar a ser derrotada por realidades inexoráveis – de uma alternativa socialista. É desejável, pergunta-se, e se desejável, factível, construir uma sociedade movida por algo que não seja a predação, que não responda às motivações “mesquinhas”, “baixas”, “repugnantes” do mercado, mas que esteja antes dirigida por um compromisso moral com a comunidade e com a igualdade?
Em seu estilo caracteristicamente lúcido, comprometido e delicadamente humorístico, Cohen começa imaginando um grupo de pessoas numa excursão para um camping. Nessas circunstâncias, sugere que a maioria das pessoas seriam “vigorosamente a favor de uma forma socialista de vida, preferindo-a outras alternativas factíveis”, comportando-se assim, pois, conforme aos princípios de igualdade e de comunidade, muito distintos dos que governam o comportamento normal no mercado. A questão é se esses princípios do acampamento poderiam ou deveriam ser postos em prática por obra do conjunto da sociedade. Na sua opinião, isso seria desejável para evitar os resultados necessariamente injustos dos mecanismos de mercado e as desigualdades que os acompanha. Mas é factivel?
Sobre isso, o veredito está por se pronunciar. É importante, insiste Cohen, distinguir entre dois tipos muito diferentes de obstáculos, os que emanam das limitações da natureza humana e os procedentes das limitações da tecnologia social; e conclui que nosso principal problema não é o egoísmo humano, mas a “carência do que chamamos de tecnologia organizativa adequada”. Trata-se, em outras palavras, de um problema de design. Mas, o fato de que não saibamos como desenhar a maquinaria social que teria de funcionar no socialismo não significa que nunca o poderemos ou que nunca o quereremos.
Cohen foca na idéia do “socialismo de mercado”, um sistema que estaria ainda fundado no mecanismo de preços, mas que evitaria a concentração de capital que gera o grosso das desigualdades do mercado capitalista. Isso, para ele, seria melhor que nada. É “o gênio do mercado que recruta motivações de baixa qualidade para fins desejáveis”; mas, o que os socialistas de mercado esquecem é que também há efeitos indesejáveis e que também esse seu tipo de mercado se orienta conforme esses motivos “mesquinhos”. Assim, pois, ele preferiria seguir buscando um meio de obter efeitos econômicos produtivos fundado em outras motivações.
As preocupações morais da filosofia de Cohen e – na sua análise dos mercados – e sua ênfase na moralidade das motivações poderiam parecer, à primeira vista, muito distantes; até diametralmente opostos à obra com que começou a se tornar conhecido: Karl Marx's Theory of History: A Defense (1978). O necrológio de Cohen publicado no The Guardian, em que ele é descrito como “comprovadamente o principal filósofo político da esquerda”, falou desse livro como de uma “reinterpretação revolucionária da teoria marxista”. Na realidade, o que Cohen produziu foi algo ainda mais audacioso. Era menos uma reinterpretação de Marx que uma defesa cerrada da interpretação mais ortodoxa.
É verdade, como se disse no Guardian, que aquilo que Cohen e seus colegas “marxistas analíticos” gostavam de chamar de o “no-bullshit Marxism” ou o “marxismo não charlatão”(1) arrastaram a teoria marxista para o vão da “ciência social burguesa da corrente principal”, aplicando-lhe as técnicas linguísticas e lógidas da filosofia analítica; só isso já era uma façanha. A teoria que ele defendia, cuja substância era um determinismo tecnológico, devia menos a Marx que a intérpretes posteriores, como Georgi Plejánov; mas terminou sendo tomada como a essência do materialismo histórico, no modo como o entendiam tanto os ideólogos dos partidos comunistas quanto os antimarxistas mais furibundos. O que tornou o projeto de Cohen ainda mais notório foi que, na época em que publicou sua defesa, essa ortodoxia tinha sido vigorosamente desafiada por historiadores que trabalhavam na tradição marxista, desde E.P.Thompson a Robert Brenner; e o velho determinismo tecnológico já tinha cedido espaço a interpretações muito diferentes de Marx.
É verdade que, uma vez descoberto, não é provável que todo progresso chegue a desaparecer por completo. Mas a compulsão primordial de melhorar constantemente as forças técnicas de produção não é uma lei geral da história. É, para bem ou para o mal, uma característica específica de uma forma social, o capitalismo. Seu modo particular de exploração, à diferença de quaisquer outro gera, como condição mesma de sua sobrevivência, uma compulsão implacável de melhorar a produtividade e, assim, de rebaixar os custos do trabalho, a fim de satisfazer e maximizar o lucro.
Embora as inevitabilidades históricas do determinismo tecnológico de Cohen tenham sido traduzidas por outros marxistas analíticos na linguagem da “eleição racional”, parecia haver nesse determinismo pouca margem para a eleição moral ou para as motivações morais, como forças históricas dinâmicas. Sem embargo, sua carreira intelectual subsequente se consagrou na questão da justiça e da igualdade socialistas, que estão no núcleo de seu último livro. Pareceria um caminho distante desde sua peculiar variedade de marxismo; e, visto que terminou descrevendo a si mesmo como um “ex-marxista”, poderíamos nos ver tentados a deixar as coisas assim, limitando-nos a concluir que, tendo repudiado o marxismo, e com ele quaisquer ilusões sobre o curso necessário da história, restou livre para pensar sobre o socialismo, não em termos de algo historicamente inevitável, mas como uma opção moral.
As coisas, porém, não são simples assim. Se contrastarmos o marxismo de Cohen com outras versões disponíveis, o que salta aos olhos é a congruência entre seu precoce determinismo tecnológico e sua filosofia moral dos últimos anos de vida. Não só porque seguiu apaixonadamente compromissado, como ex-marxista não menos que como marxista ortodoxo, com os valores socialistas e em especial com a igualdade. O certo é que sua teoria da história também está conectada com sua filosofia moral, no sentido de que ambas, afinal, são a-históricas. Isso é óbvio o suficiente quando referido nas abstrações da filosofia analítica, mas parece algo estranho se atribuído a uma teoria da história. O fato é que resulta extremamente difícil sustentar esse tipo de determinismo transhistórico [em termos kantianos, transcendental], sem se desinteressar dos processos históricos: não só das particularidades e das contingências do tempo e lugar, mas dos princípios diferencialmente operantes em cada modo específico de organizar a vida social.
(1) Bullshit é expressão da língua inglesa falada nos EUA e muito popular, que o filósofo Harry Frankfurt tomou de empréstimo para se referir a trabalhos intelectuais que não são exatamente nem falsários nem mentirosos, mas algo ainda pior, porque o falsário ou mentiroso são capazes de distinguir o verdadeiro do falso, ao passo que o bullshiter perdeu até essa capacidade.
(*) Ellen Meiksins Wood foi durante muitos anos professora de ciência política e filosofia na York University de Toronto, Canadá e também fez parte do comitê editorial da New Left Review. Entre 1997 e 2000 co-editou, junto com Paul Sweezy e Harry Magdoff, a revista estadunidense Monthlly Review. De orientação marxista, Wood publicou recentemente: “Citizens to Lords: A Social History of Western Political Thought from Antiguity to Middle Ages (Verso, London, 2008), The Origin of Capitalism: A Longer View (Verso, London, 2002). No Brasil, a Boitempo Editorial publicou Democracia contra Capitalismo: A Renovação do Materialismo Histórico, em 2003.
Tradução: Katarina Peixoto
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16528
“O Socialismo”, disse Albert Einstein, é a tentativa da humanidade “superar e sobrepujar a fase predatória da evolução humana”; e, para Gerald. A. Cohen, “todo mercado (...) é um sistema predatório”. Essa é a essência do último livro de Cohen, considerado pelo The Guardian como o maior filósofo político marxista dos nossos dias. O propósito do autor, que morreu em agosto de 2009, é assentar o que chama de as bases “preliminares” - uma tentativa que, afinal, bem poderia chegar a ser derrotada por realidades inexoráveis – de uma alternativa socialista.
Ellen Wood - Sin Permiso
Ellen Melksins Wood resenha o livro póstumo de Gerald A. Cohen “Why not Socialism?” (Princeton, 83 pgs, ISBN 978 0 691 143613).
“O Socialismo”, disse Albert Einstein, é a tentativa da humanidade “superar e sobrepujar a fase predatória da evolução humana”; e, para Gerald. A. Cohen, “todo mercado (...) é um sistema predatório”. Tal é a essência de seu último livro, breve porém incisivo e elegantemente escrito (Cohen morreu em agosto passado). Seu propósito é assentar o que chama de as bases “preliminares” - uma tentativa que, afinal, bem poderia chegar a ser derrotada por realidades inexoráveis – de uma alternativa socialista. É desejável, pergunta-se, e se desejável, factível, construir uma sociedade movida por algo que não seja a predação, que não responda às motivações “mesquinhas”, “baixas”, “repugnantes” do mercado, mas que esteja antes dirigida por um compromisso moral com a comunidade e com a igualdade?
Em seu estilo caracteristicamente lúcido, comprometido e delicadamente humorístico, Cohen começa imaginando um grupo de pessoas numa excursão para um camping. Nessas circunstâncias, sugere que a maioria das pessoas seriam “vigorosamente a favor de uma forma socialista de vida, preferindo-a outras alternativas factíveis”, comportando-se assim, pois, conforme aos princípios de igualdade e de comunidade, muito distintos dos que governam o comportamento normal no mercado. A questão é se esses princípios do acampamento poderiam ou deveriam ser postos em prática por obra do conjunto da sociedade. Na sua opinião, isso seria desejável para evitar os resultados necessariamente injustos dos mecanismos de mercado e as desigualdades que os acompanha. Mas é factivel?
Sobre isso, o veredito está por se pronunciar. É importante, insiste Cohen, distinguir entre dois tipos muito diferentes de obstáculos, os que emanam das limitações da natureza humana e os procedentes das limitações da tecnologia social; e conclui que nosso principal problema não é o egoísmo humano, mas a “carência do que chamamos de tecnologia organizativa adequada”. Trata-se, em outras palavras, de um problema de design. Mas, o fato de que não saibamos como desenhar a maquinaria social que teria de funcionar no socialismo não significa que nunca o poderemos ou que nunca o quereremos.
Cohen foca na idéia do “socialismo de mercado”, um sistema que estaria ainda fundado no mecanismo de preços, mas que evitaria a concentração de capital que gera o grosso das desigualdades do mercado capitalista. Isso, para ele, seria melhor que nada. É “o gênio do mercado que recruta motivações de baixa qualidade para fins desejáveis”; mas, o que os socialistas de mercado esquecem é que também há efeitos indesejáveis e que também esse seu tipo de mercado se orienta conforme esses motivos “mesquinhos”. Assim, pois, ele preferiria seguir buscando um meio de obter efeitos econômicos produtivos fundado em outras motivações.
As preocupações morais da filosofia de Cohen e – na sua análise dos mercados – e sua ênfase na moralidade das motivações poderiam parecer, à primeira vista, muito distantes; até diametralmente opostos à obra com que começou a se tornar conhecido: Karl Marx's Theory of History: A Defense (1978). O necrológio de Cohen publicado no The Guardian, em que ele é descrito como “comprovadamente o principal filósofo político da esquerda”, falou desse livro como de uma “reinterpretação revolucionária da teoria marxista”. Na realidade, o que Cohen produziu foi algo ainda mais audacioso. Era menos uma reinterpretação de Marx que uma defesa cerrada da interpretação mais ortodoxa.
É verdade, como se disse no Guardian, que aquilo que Cohen e seus colegas “marxistas analíticos” gostavam de chamar de o “no-bullshit Marxism” ou o “marxismo não charlatão”(1) arrastaram a teoria marxista para o vão da “ciência social burguesa da corrente principal”, aplicando-lhe as técnicas linguísticas e lógidas da filosofia analítica; só isso já era uma façanha. A teoria que ele defendia, cuja substância era um determinismo tecnológico, devia menos a Marx que a intérpretes posteriores, como Georgi Plejánov; mas terminou sendo tomada como a essência do materialismo histórico, no modo como o entendiam tanto os ideólogos dos partidos comunistas quanto os antimarxistas mais furibundos. O que tornou o projeto de Cohen ainda mais notório foi que, na época em que publicou sua defesa, essa ortodoxia tinha sido vigorosamente desafiada por historiadores que trabalhavam na tradição marxista, desde E.P.Thompson a Robert Brenner; e o velho determinismo tecnológico já tinha cedido espaço a interpretações muito diferentes de Marx.
É verdade que, uma vez descoberto, não é provável que todo progresso chegue a desaparecer por completo. Mas a compulsão primordial de melhorar constantemente as forças técnicas de produção não é uma lei geral da história. É, para bem ou para o mal, uma característica específica de uma forma social, o capitalismo. Seu modo particular de exploração, à diferença de quaisquer outro gera, como condição mesma de sua sobrevivência, uma compulsão implacável de melhorar a produtividade e, assim, de rebaixar os custos do trabalho, a fim de satisfazer e maximizar o lucro.
Embora as inevitabilidades históricas do determinismo tecnológico de Cohen tenham sido traduzidas por outros marxistas analíticos na linguagem da “eleição racional”, parecia haver nesse determinismo pouca margem para a eleição moral ou para as motivações morais, como forças históricas dinâmicas. Sem embargo, sua carreira intelectual subsequente se consagrou na questão da justiça e da igualdade socialistas, que estão no núcleo de seu último livro. Pareceria um caminho distante desde sua peculiar variedade de marxismo; e, visto que terminou descrevendo a si mesmo como um “ex-marxista”, poderíamos nos ver tentados a deixar as coisas assim, limitando-nos a concluir que, tendo repudiado o marxismo, e com ele quaisquer ilusões sobre o curso necessário da história, restou livre para pensar sobre o socialismo, não em termos de algo historicamente inevitável, mas como uma opção moral.
As coisas, porém, não são simples assim. Se contrastarmos o marxismo de Cohen com outras versões disponíveis, o que salta aos olhos é a congruência entre seu precoce determinismo tecnológico e sua filosofia moral dos últimos anos de vida. Não só porque seguiu apaixonadamente compromissado, como ex-marxista não menos que como marxista ortodoxo, com os valores socialistas e em especial com a igualdade. O certo é que sua teoria da história também está conectada com sua filosofia moral, no sentido de que ambas, afinal, são a-históricas. Isso é óbvio o suficiente quando referido nas abstrações da filosofia analítica, mas parece algo estranho se atribuído a uma teoria da história. O fato é que resulta extremamente difícil sustentar esse tipo de determinismo transhistórico [em termos kantianos, transcendental], sem se desinteressar dos processos históricos: não só das particularidades e das contingências do tempo e lugar, mas dos princípios diferencialmente operantes em cada modo específico de organizar a vida social.
(1) Bullshit é expressão da língua inglesa falada nos EUA e muito popular, que o filósofo Harry Frankfurt tomou de empréstimo para se referir a trabalhos intelectuais que não são exatamente nem falsários nem mentirosos, mas algo ainda pior, porque o falsário ou mentiroso são capazes de distinguir o verdadeiro do falso, ao passo que o bullshiter perdeu até essa capacidade.
(*) Ellen Meiksins Wood foi durante muitos anos professora de ciência política e filosofia na York University de Toronto, Canadá e também fez parte do comitê editorial da New Left Review. Entre 1997 e 2000 co-editou, junto com Paul Sweezy e Harry Magdoff, a revista estadunidense Monthlly Review. De orientação marxista, Wood publicou recentemente: “Citizens to Lords: A Social History of Western Political Thought from Antiguity to Middle Ages (Verso, London, 2008), The Origin of Capitalism: A Longer View (Verso, London, 2002). No Brasil, a Boitempo Editorial publicou Democracia contra Capitalismo: A Renovação do Materialismo Histórico, em 2003.
Tradução: Katarina Peixoto
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16528
sábado, 10 de abril de 2010
Exercícios 2
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB
Colegiado do Curso de Ciências Econômicas – CCE
Professor: Gildásio Santana Junior
Disciplina Economia Política I Período Letivo: 2010.1 29/03/2010
Exercícios
1.Como Marx conceitua valor de uso?
2.Como Marx conceitua valor de troca?
3.O que é valor para Marx?
4.Como se mede a grandeza do valor na perspectiva de Marx?
5.Comente a seguinte afirmação: “Se o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho dispendido durante sua produção, isto quer dizer que quanto mais preguiçoso ou inábel seja o homem, tanto maior o valor de sua mercadoria, pois mais tempo ele necessita para terminá-la?”.
6.Como Marx conceitua força produtiva do trabalho? E qual a sua relação com a grandeza do valor?
7.Um produto pode ser valor de uso sem ser valor? Explique e exemplifique.
8.Quais são as condições para um produto se transformar em mercadoria?
9.Discorra sobre a forma valor ou valor e troca
10.Como Marx conceitua o fetichismo?
Colegiado do Curso de Ciências Econômicas – CCE
Professor: Gildásio Santana Junior
Disciplina Economia Política I Período Letivo: 2010.1 29/03/2010
Exercícios
1.Como Marx conceitua valor de uso?
2.Como Marx conceitua valor de troca?
3.O que é valor para Marx?
4.Como se mede a grandeza do valor na perspectiva de Marx?
5.Comente a seguinte afirmação: “Se o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho dispendido durante sua produção, isto quer dizer que quanto mais preguiçoso ou inábel seja o homem, tanto maior o valor de sua mercadoria, pois mais tempo ele necessita para terminá-la?”.
6.Como Marx conceitua força produtiva do trabalho? E qual a sua relação com a grandeza do valor?
7.Um produto pode ser valor de uso sem ser valor? Explique e exemplifique.
8.Quais são as condições para um produto se transformar em mercadoria?
9.Discorra sobre a forma valor ou valor e troca
10.Como Marx conceitua o fetichismo?
quinta-feira, 25 de março de 2010
III Café com Debate
O Coletivo em Movimento, a Oposição Operária - OPOP e a Corrente Comunista Internacional - CCI convidam você para participar do III Café com DEbate.
27 de março,
às 1500h
DEbae com os temas:
Período de Transisçao (CCI)
Ditadura do Proletariado e Conselhos Operários (OPOP)
Trabalho Associado e Revolução Proletária (Ivo Tonet)
Local: Casa Memorial Régis Pacheco, Pça Tancredo Neves, 19i, Centro (ao lado da Catedral)
às 19:00h
Lançamento do livto de Ivo Tonet: "Descaminos da Esquerda: da centralidade do trabalho à centralidade da política" e da Revista da Oposição Operária: Germinal, vol 2
Local: Viela- SEbo Café - Rua Siqueira Campos, 350 - Recreio
27 de março,
às 1500h
DEbae com os temas:
Período de Transisçao (CCI)
Ditadura do Proletariado e Conselhos Operários (OPOP)
Trabalho Associado e Revolução Proletária (Ivo Tonet)
Local: Casa Memorial Régis Pacheco, Pça Tancredo Neves, 19i, Centro (ao lado da Catedral)
às 19:00h
Lançamento do livto de Ivo Tonet: "Descaminos da Esquerda: da centralidade do trabalho à centralidade da política" e da Revista da Oposição Operária: Germinal, vol 2
Local: Viela- SEbo Café - Rua Siqueira Campos, 350 - Recreio
Curso de Formação Política
I Labuta:
Emancipação Política x Emancipação Humana
Com Ivo Tonet (UFAL)
Dia 26/03 às 15:00h e 19:00h
Na Casa Memorial Régis Pacheco - Praça Tancredo Neves, 191. Centro (ao Lado da Catedral)
Emancipação Política x Emancipação Humana
Com Ivo Tonet (UFAL)
Dia 26/03 às 15:00h e 19:00h
Na Casa Memorial Régis Pacheco - Praça Tancredo Neves, 191. Centro (ao Lado da Catedral)
terça-feira, 23 de março de 2010
CONVITE PARA PALESTRA
PALESTRA: Marxismo e Teoria das Classes Sociais
Marxismo e Teoria das Classes Sociais é o tema da palestra de abertura dos Seminários do LHIST (Laboratório de História Social do Trabalho), a se realizar na próxima quinta feira, 25 de março. A palestra será ministrada pelo Prof. Dr. Cristiano Lima Ferraz (DH/Uesb) a partir das 17h30 , na sala 04 do módulo I de aulas, no campus da Uesb de Vitória da Conquista. A participação é aberta ao público e serão conferidos certificados pela presença. Maiores informações poderão ser obtidas na Secretaria do Laboratório de História Social do Trabalho pelo telefone 34248697, no turno matutino, ou pelos e-mails lhist.uesb@yahoo.com.br / lhist.uesb@gmail.com
Marxismo e Teoria das Classes Sociais é o tema da palestra de abertura dos Seminários do LHIST (Laboratório de História Social do Trabalho), a se realizar na próxima quinta feira, 25 de março. A palestra será ministrada pelo Prof. Dr. Cristiano Lima Ferraz (DH/Uesb) a partir das 17h30 , na sala 04 do módulo I de aulas, no campus da Uesb de Vitória da Conquista. A participação é aberta ao público e serão conferidos certificados pela presença. Maiores informações poderão ser obtidas na Secretaria do Laboratório de História Social do Trabalho pelo telefone 34248697, no turno matutino, ou pelos e-mails lhist.uesb@yahoo.com.br / lhist.uesb@gmail.com
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